Maria Bonita

Agustín Lara

Recorda-te de Acapulco daquelas noites Maria Bonita Maria querida Na praia deserta e escura tua brancura era uma estrela do céu caída Teu corpo que o mar beijava, lançando as ondas Para alcançá-lo, não alcançava Confesso que ao contemplá-lo Confesso com sentimento meu pensamento, ai, me atraiçoava Eu disse muitas palavras dessas que a gente Diz docemente em seus anseios Pedindo que me atendesses que convertesses em realidade meus devaneios A lua que nos olhava foi-se escondendo discretamente na noite calma Eu, reconhecidamente cheguei-me para beijar-te e E em beijos, dar-te, ai, toda minha?alma Amores sei que tivestes muitos amores Maria Bonita, Maria querida ! Porém, nenhum tão honrado tão branco e puro Como o que eu juro por minha vida Que trago cheio de flores para ofertar-te Para adorar-te de alma ajoelhada Recebe-o emocionada E jura que não mentes porque te sentes ai, idolatrada

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