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Cenair Maicá

Bolicho

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No balcão cheiro de risos de taboa velha riscada
Maço de palha e o fumo numa estopa remangada
Poeirada, muita cachaça e alguma rusga entaipada.

O rádio que se desmancha num tangaço de Gardel
Peça de chita floreada, renda, alpargata e pastel.
E um gato velho brasino que a cuscada dá quartel.

Bolicho beira-de-estrada, na solidão da campanha
Onde o índio solitário afoga as mágoas na canha.
Morada dos cruzadores, onde o andejo sem rumo
Busca na canha e no fumo matar saudades de amores.

Lá fora a tava que sobe, cá dentro trago que desce
A goela da oito baixos canta até o que não conhece.
Um truco bem orelhado desde segunda amanhece.

Ninguém passa sem chegar no bolicho beira-estrada
E o bolicheiro alarife tem a cara preparada,
Às vezes sua livreta cobra quem não comprou nada.

preuss-letras

Reportar Letra Repetida | Corrigir? Letra enviada por preuss-letras em 24/05/2009

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  • Pampero13/04/2010 21:33:23

    Outra obra-prima de Cenair Maicá, que descreve como ninguém o ambiente de um legítimo Bolicho de campanha, onde se vende de tudo e, ao mesmo tempo, serve como ponto de encontro para se jogar truco, jogo-do-osso e se escutar uma gaitinha de oito baixos tocando "até o que não conhece".

    responder

 

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de Elizabeth Você sabia?

Nas canções "Homem Rural" e "Balaio", "Lança e Taquara", Cenair fala das agruras que atravessava a gente simples do interior gaúcho: camponeses, balseiros, índios... já na canção "João Sem Terra", Cenair satiriza a política habitacional do regime de 64 descrevendo as agruras imaginárias de um conhecido passarinho: "Ainda bem que o João Barreiro não precisa de alvará: não paga o BNH e usa o barro brasileiro. Mas te cuida, João Barreiro, que os 'hôme' vão te pegar...".

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Biografia

Cenair Maicá Cenair Maicá nasceu em Tucunduva/RS, em 03 de maio de 1947 e morreu em Porto Alegre/RS, em 2 de janeiro de 1989. Foi um músico missioneiro, conhecido por cantar a natureza e os índios, além de ter sido um dos 4 troncos Missioneiros ao lado de Jayme C...

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