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Roçando As "viria"

César Oliveira e Rogério Melo

Vi que a escramuça era um bate-coxa Da indiada frouxa num tranco de vaca Entrei de espora e chapéu requintado E um mango colgado no cabo da faca Caí na dança com a Tita Beiçuda "Índia graúda" duns "trezento quilo" E a Doralícia que pedia apojo Se tapou de nojo quando viu aquilo. Quase me "prancho" na volta da sala Pisei no pala e me enredei na faixa Senti que a Tita naquele embaraço Arrancou um pedaço do cós da bombacha. Mas na rancheira Quando eu desembesto Eu deixo o resto que se leve "à breca" Naquele embalo "troquemo" de ponta E quando me dei de conta "Tava" só de cueca. À oito soco gemia e roncava Se chamarreava na rancheira potra Saltava fogo e um clarão se abria Quando eu tinia uma espora na outra Mas de repente "tropiquei" de fato Assim relato o fato "assucedido" Foi sem querer, mas ninguém acredita Me firmei na Tita e rasguei-lhe o vestido Num golpe seco dei-lhe um rasgão farto Bem sobre os quarto numa volta feia E ali por causa daquele acidente Já tinha gente querendo peleia Mas na rancheira Tudo se acomoda Pelado é moda e o resto é bobage "Varemo" a noite roçando as "viria" E até parecia "causo do Bocage".