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Pavão Pavãozinho

Fernanda Brum

O que vi na Central do Brasil No Pavão Pavãozinho, em Padre Miguel Eu não vi em outro lugar, fora daqui Fora com tanta miséria Vou lá espantar o fantasma do caos E mandá-lo pra outro lugar Pra casa de Apolion O que vi no agreste mineiro O que vi no sertão, nos ribeirinhos do amazonas Extrapolou, extrapolou É, é a hora do senado acordar É a hora desse povo sacudir É a hora da bondade dominar É, é a hora de crer mais nos tribunais De exorcizar o mofo das prisões De ver nossos velhinhos a cantar O que vi na Central do Brasil No Pavão Pavãozinho, em Padre Miguel Eu não vi em outro lugar, fora daqui Fora com tanta miséria Vou lá espantar o fantasma do caos E mandá-lo pra outro lugar Pra casa de Apolion O que vi no agreste mineiro O que vi no sertão, nos ribeirinhos do amazonas Extrapolou, extrapolou É, é a hora do senado acordar É a hora desse povo sacudir É a hora da bondade dominar É, é a hora de crer mais nos tribunais De exorcizar o mofo das prisões De ver nossos velhinhos a cantar Incoerência, Imprudência e maledicência, os que queriam pregar perdeu a inocência No Palanque da injustiça onde o pobre passa fome, Onde o orfão, A viúva e o idoso não têm nome Promessas esquecidas de outros carnavais Lembravam da igreja, agora não lembram mais Seguiram no batuque dessa dinherada Perderam a visão, agora já não têm mais nada! É, é a hora do senado acordar É a hora desse povo sacudir É a hora da bondade dominar É, é a hora de crer mais nos tribunais De exorcizar o mofo das prisões De ver nossos velhinhos a cantar Oe Oe Oe Oe Oe Canta Brasil Oe Oe Oe Oe Oe Canta Brasil Oe Oe Oe Oe Oe Canta Brasil Oe Oe Oe Oe Oe Acorda Brasil !