Seca No Maranhao

Galego Aboiador

81 não choveu no Maranhão 82 a crise foi de matar 83 ainda foi muito pior, os fazendeiros não puderam suportar Secou o pasto, tudo desapareceu O gado todo morreu, em quase todo lugar Lá na fazenda Boa fé do Maranhão Lá em Matinha todo gado se acabou De fome e sede era grande o desespero E seu Cazuza o fazendeiro chorou Chegou o dia perguntou a seu vaqueiro Cadê a chuva e ele lhe respostou Olha patrão vamos ter fé em Jesus E confiar no divino criador Aí Cazuza retirou-se da fazenda Angustiado com a seca despedida Chegando em casa ele disse à sua esposa Olha eu estou pensando na minha vida Lá na fazenda perdi toda criação vai acabar-se tudo que temos querida Até o lago do coqueiro já secou Cujas caras arribaram com a seca entristecida Lá na fazenda uns poços que ficaram O gado magro está morrendo atolado De fome e sede era grande o desespero Não tenho talo de capim no meu cercado O jeito agora é morrer cheio de fome que o Maranhão agora estava acabado Mas Deus do seu com um sopro desagrado Vendo os clamores da triste situação Estacadores aqui na terra sofrendo Se quando eu me mandei chutando o chão 84 o inverno segurou E houve muitas riquezas no Maranhão E agora todo mundo está feliz Graças a Deus, nosso pai da criação

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