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Filho De Ninguem

Lourenço e Lourival

Praense / Zé da Praia Guarânia Quando um casal simplesmente sem juízo Se encontraram num motel as escondidas Naquela noite entre beijos e abraços Sem perceber construíram a minha vida. Eu sou o fruto de um encontro proibido Sou mais um filho de ninguém entre os demais Meu genitor quando vem nos visitar Proíbe sempre que eu lhe chame de papai. E quando ele fica tempo sem nós ver E que não temos nada pra nos alimentar São horas tristes que passamos sem ninguém Eu choro tanto ao ver minha mãe chorar. Acho que ele deve ter outra mulher E com certeza outros filhinhos também Sei que mamãe é mais uma que caiu E sou no mundo mais um filho de ninguém.