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O Beija-flor

Padre Antônio Maria

Um pequenino beija-flor triste sonhava Com vôos largos como as águias rumo ao sol Cada manhã o mesmo sonho despertava Ao despertar um novo dia no arrebol Mas bem sabia pequenino no tamanho Não ter da águia asas nem dela o fulgor. Sabendo embora não renunciava o sonho Beijar no infinito o sol como uma flor. Voa, voa, voa, voa, águia voa Quem me dera como tu voar além Voa, voa, voa, voa, águia voa Quem me dera rumo ao sol voar também Numa manhã veio pousar mesmo ao seu lado Aquela águia do seu sonho qual visão. Teve a idéia de esconder-se bem calado Nas suas penas e assim voar então. E lá se foi buscando ao sol o esplendor Mas já bem próximo quis a águia voltar Ali tão perto mesmo só o beija-flor voou e Conseguiu a flor do sol beijar. Voa, voa, voa, voa, águia voa Quem me dera como tu voar além Voa, voa, voa, voa, águia voa Quem me dera rumo ao sol voar também Assim é minha história igual maravilhosa Eu sou um beija-flor pequenino a sonhar E tu Maria és a águia poderosa Na qual eu posso ao sol de Deus enfim chegar. Voa, voa, voa, voa, águia voa Coração também foi feito pra voar Voa, voa, aos braços de Maria, voa, voa Que ela vai fazer de Deus também beijar.