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Eis O Cordeiro

Paul Antunes

Indo pela estrada pra Jerusalém Trazendo um cordeiro ao Senhor Meus dois filhinhos vieram para aprender Que o cordeiro deve morrer Oh! Meu pai, o que veremos lá Tudo é tão difícil de entender A Lei de Moises, também de Abraão Que o cordeiro deve morrer E muitos virão a Jerusalém, Pra evitar que o cordeiro não vá fugir A lei de Moises também de Abraão Que o cordeiro deve morrer Chegando a cidade deparei com a multidão Mas não havia alegria, nem amor ou canção Vi pessoas cheias de ódio no seu coração Gritavam numa só voz: Morte na Cruz! Nós tentamos fugir, não conseguimos sair Era algo tão difícil, difícil de aceitar Vi dois homens condenados a morrer Não queria estar aqui e ver tanto sofrer O primeiro homem condenado então falou Clamou misericórdia, ninguém lhe ouviu O outro com violência, mesmo em condenação Em alta voz insultava toda multidão Foi então que eu vi Jesus, não pude acreditar Tantos ferimentos e sangue a escorrer Tanto sofrimento ele estava a suportar O peso de uma cruz, não podia carregar Eu o vi tropeçando, também o vi cair O povo então blasfemava, vendo-o sucumbir Culpado então me senti, não podia expressar Até que um soldado me apontou: Hey! Leve essa cruz... Tentei em vão resistir, e com força me obrigou Então me ajoelhei, tomei a cruz do Senhor Com a cruz em meus ombros, comecei a caminhar Gotas do seu sangue no meu rosto a rolar No monte do calvário pregaram suas mãos e pés Lá na cruz eu ouvi dizer: Pai perdoa eles Nunca vi tamanho amor por tudo que sofreu Receba Pai meu espírito, orou e morreu... Perdi a noção de tempo e lugar Senti então meus filhos segurando a minha mão Tinha muito medo, medo de dizer Que em meio a multidão, o cordeiro se perdeu... Oh! Meu pai o que vimos aqui é tão difícil de entender Então os abracei e contemplamos a cruz Lá está o Cordeiro que morreu...