Biografia de Fagner E Zeca Baleiro

Fagner e Zeca Baleiro formam parceria em clima boêmio.
Dupla lança primeiro álbum em conjunto depois de excursionar e gravar juntos por dois anos...

Primeiro, Raimundo Fagner foi convencido pelo amigo compositor Sérgio Natureza a assistir um show de Zeca Baleiro. Depois, Zeca foi a Fortaleza e, através de outro compositor, Fausto Nilo, se reencontraram e passaram uma noite inteira tocando juntos.

"Percebemos que rolou uma afinidade e marcamos para fazer uma parceria. Dez dias depois, já estávamos com a primeira música pronta", conta Fagner.

Foram dois anos intensos de amizade e trabalho até chegar ao CD, lançado agora pela Indie Records.

Mas o primeiro registro, na verdade, aconteceu no disco de 2001 de Fagner, que trazia as parcerias Outra Era, Tempestade e A Tua Boca (com Capinan).

A integração do cearense e do maranhense é completa em "Raimundo Fagner & Zeca Baleiro", que tem 11 músicas democraticamente divididas.

São três assinadas por ambos, três com Fausto Nilo (uma delas também com Celso Borges), uma com Natureza, uma com Torcuato Neto, uma só de Fagner e Brandão e outra só de Baleiro com Nilo.

Ainda há uma versão de Nilo para uma canção tradicional francesa do século XVI, Três Irmãos.
"Fausto Nilo sempre esteve no meio disso tudo, costumo dizer que é uma parceria de três!", brinca Fagner.

Antes mesmo de planejar o disco, a dupla fez sete shows em abril de 2002.

"Foi uma coisa meio aleatória, de acordo com nossas agendas. Passamos por Aracaju, Brasília, Belo Horizonte... Não quisemos fazer Rio nem São Paulo para evitar uma repercussão daquilo que nem estava certo ainda, sem objetivos definidos", conta Zeca Baleiro.

"Os shows nos estimularam a continuar compondo", afirma Fagner.

Nessas apresentações, eles eram acompanhados apenas pelos músicos Tuco Marcondes e Adelson Viana.

"Foi musicalmente artesanal. Como resultou o nosso disco, essencialmente acústico, sem nada sintetizado. Para o show de lançamento - provavelmente em dezembro, no Rio - tocaremos também com Luizinho Duarte e Jamil Joanes", adianta Baleiro.

No disco, a dupla tem a presença dos quatro e também de Manassés, Lui Coimbra, Cristiano Pinho, Guilherme Kastrup entre outros.

Baleiro conta que muitas parcerias ficaram de fora do disco, "pelo menos umas seis". Na hora de escolher as músicas, eles experimentaram releituras e canções do repertório de um e outro.

"Mas achamos que ficaram deslocadas, fora do contexto", explica. De qualquer forma, Fagner conta que a intenção era abrir o leque de parceiros.

"Em nosso primeiro encontro, lá em casa, peguei meu baú e tirei Daqui Pra Lá, de Lá Pra Cá, uma letra do Torcuato Neto que a Ana (viúva do poeta) havia me dado há uns 15 anos. Achei que seria o momento perfeito para musicá-la", diz.

Baleiro comenta sobre a primeira faixa do disco, Canhoteiro: "Foi a única música pensada, mais por mim e Fausto.

Descobri que o jogador Canhoteiro era meu xará, José Ribamar e, além disso, um símbolo, pois era maranhense, revelado no Ceará e que foi para São Paulo fazer carreira. É uma homenagem ao futebol malandro, de várzea, que está em extinção'.

Definindo o disco como hippie, Baleiro diz que em nenhum momento da escolha do repertório ou da gravação houve algo que violentasse esteticamente um ou outro. "Discordâncias aconteceram, o que é comum, mas foi tudo tranquilo, poucas coisas precisaram ser refeitas", afirma.

Aliás, o que não faltam são elogios mútuos: "A chegada de Baleiro mexeu com todos os sentidos. Considero esse disco um retorno ao meu lado de autor, porque encontrei um parceiro à altura. E olha que meus antigos parceiros já estão morrendo de ciúmes!", diz Fagner.

"Ouvi Fagner pela primeira vez aos 8 anos e foi muito impactante. Ele é um artista consagrado, havia um risco de sua parte de se associar a uma pessoa tão recente como eu. O mais importante é que a parceria se impôs, com acréscimo de ambas as partes", garante Baleiro.

A parceria entre Baleiro e Fagner transcorreu no melhor clima nordestino: muita praia, rede e cerveja.

"Foi acontecendo sem planejamento, sem gravadora", diz Fagner.

"Não foi feito sob medida, tanto que não temos preocupação alguma com tocar nas rádios. Foi um disco boêmio, confesso que bebemos muito!", completa Baleiro.

O disco da dupla foi o primeiro trabalho do estúdio Ararena, em Fortaleza depois que foi montado por Fagner.

"O Fagner começou a pré-produção, eu fiz algumas coisas em São Paulo e depois fui para Fortaleza onde passamos 20 dias gravando tranquilamente.

O estúdio é super equipado e fica a 15 minutos da Peixada do Alfredo!", brinca Baleiro.

Fagner conta que o estúdio já funcionava, e que ele o reequipou: "Quando as gravadoras começaram a terceirizar as coisas - principalmente a criatividade
...- eu comprei todos instrumentos da CBS. Só que eles ficavam jogados cada um em um lugar lá em Fortaleza. Então surgiu a oportunidade de colocá-los nesse estúdio, que agora está sendo bem utilizado. e espero que esse disco dê sorte!".

Fagner e Zeca Baleiro, considerados uns dos maiores cantores da música popular brasileira, se uniram e gravaram um DVD que traz no repertório sucessos dos artistas, como Revelação, Você só pensa em grana, Canção brasileira e Flor da Pele.

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