Biografia de Heitor Dos Prazeres

Heitor dos Prazeres, cavaquinista, compositor, e pintor, Y 23/9/1898, Rio de Janeiro – V 4/10/1966, Rio de Janeiro.

Filho do marceneiro Eduardo Alexandre dos Prazeres que tocava clarinete e caixa na banda da Polícia Militar e Guarda Nacional, e de Celestina Gonçalves Martins dos Prazeres.

Heitor seguiu o ofício do pai tornando-se marceneiro, carpinteiro e um ótimo polidor de madeira. Certa fase da vida chegou também a ser tipógrafo e sapateiro.

Estudou nos Colégio Benjamim Constant, colégio de padres de Sant’Ana e no Externato Sousa Aguiar. Por não ser bom aluno foi expulso de todos estes colégios, chegando a concluir apenas o quarto ano primário. Em sua vida aprendeu mais com sua avó do que com professores.

Embora trabalhasse desde os 7 anos, aos 13 foi preso por vadiagem, passando dois meses na Colônia Correcional da Ilha Grande.

Desde os sete anos tocou cavaquinho, instrumento que chegou a dominar com maestria. Com 14 anos já animava festas tocando em conjuntos de choro. Chegou também a tocar banjo em conjuntos instrumentais.

Suas primeiras composições datam de 1912: O limoeiro, limão e Adeus, óculo.

Em 1927 iniciou um atrito com o compositor Sinhô. Heitor reclamou a autoria de dois sambas: Ora vejam só e Cassino maxixe (primeira versão de Gosto que me enrosco), ambas gravadas por Francisco Alves. O conflito originou outros dois sambas: Segura o boi, de Sinhô e Olha ele, cuidado, de Heitor dos Prazeres. Um ano depois, com a nova versão de Cassino maxixe, a definitiva Gosto que me enrosco gravada por Mário Reis, Heitor não se conformando compõe O rei dos meus sambas, alfinetando novamente Sinhô. Eis a letra:

Eu lhe direi com franqueza
Tu demonstras fraqueza
Tenho razão de viver descontente
És conhecido por bamba
Sendo rei dos meus sambas

Que malandro inteligente!
Assim é que se vê
A tua fama, Sinhô
Desta maneira és rei
Eu também sou


Mais tarde Heitor recebeu trinta e oito mil-réis, pagos em prestação, por sua parte na. parceria de Gosto que me enrosco, acordo que lhe valeu também o reconhecimento da autoria.

Em 1931 Heitor casou-se com Glória, que lhe deu três filhas; Ivete, Ionete e Iliete. Sua mulher veio a falecer em 1936. Em 1940 casou-se novamente, agora com Nativa. Esta lhe deu mais dois filhos; Idrolete e Heitor dos Prazeres Filho ( que também tornou-se músico e conhecido como Heitorzinho)

Participou ativamente na formação de escolas de samba, tais como, Deixa Falar, De Mim Ninguém se Lembra, Portela e Mangueira, todas em 1928.

Em 1931 ingressou no rádio apresentando-se com um coro feminino, conjunto intitulado Heitor e Sua Gente. Inicialmente na Educadora e mais tarde nas Sociedade, Clube e Philips (no programa Casé) e na década de 50 na Nacional (como ritmista).

Em 1937, começou a pintar como amador, usando como temas o samba, malandros e mulatas, se tornando mais tarde um pintor famoso. Com seu quadro Moenda, participou da I Bienal de Arte de São Paulo, voltando a expor em 1953 e 1961. Chegou a expor seus quadros inclusive no exterior.



Principais obras:

Alegria do nosso Brasil, Heitor dos Prazeres (1939)
A tristeza me persegue (Tristeza), Heitor dos Prazeres (1930)
Canção do jornaleiro, Heitor dos Prazeres (1932)
Carioca boêmio, Heitor dos Prazeres (1945)
Consideração, Cartola e Heitor dos Prazeres
Gosto que me enrosco, Sinhô e Heitor dos Prazeres (1928)
Lá em Mangueira, Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres (1942)
Mulher de malandro, Heitor dos Prazeres (1931)
Noite enluarada, Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres (1952)
Pierrô apaixonado, Noel Rosa e Heitor dos Prazeres (1935)
Rei dos meus sambas, Heitor dos Prazeres (1929)
Sou eu que dou as ordens, Heitor dos Prazeres (1945)
Vou te abandonar, Heitor dos Prazeres (1930)

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