Biografia de Maldita

As portas foram abertas em meados de 2001, quando um jovem pervertido chamado Erich, cansado de fazer filmes de terror caseiros, resolveu que seria muito mais interessante se manifestar através da música. Em um bar, repleto de efêmeros e moribundos, teve seu primeiro encontro e suas primeiras
testemunhas; Seu nome era Tarso e, juntos, resolveram
montar uma banda. Batizaram-na Malachi (personagem do filme de Stephen King - A colheita maldita), com influencias de
Skinny Puppy, nine inch nails, Metallica e de quem pregasse
o Satanismo, ofendendo a todos os tipos de valores morais e
religiosos da nossa sociedade católica; “Quem procura a Deus
facilmente se perde de sí mesmo. Todo o isolar-se é culpa” Pois
assim falavam os cristãos, e eles eramos os isolados.
Fizeram seu primeiro show na Rocinha, no Rio de Janeiro, que
rendeu cinco fraturas ao vocalista, e gravaram sua primeira
demo em 2003. Os shows não apresentavam nenhum tipo
de demonolatria, mas o reflexo das mentes deturpadas e
entorpecidas dos integrantes da banda, que agora contava com
um novo integrante, Magrão, baixista e sobrinho de Erich. Em
dezembro daquele ano, após terminarem a gravação de sua
primeira demo, Vidaut e Léo Osborne, produtores do trabalho,
se interessaram por aquela proposta estranha e resolveram
se juntar à família. Foi como a diabólica trindade; o pai, o filho e o espírito santo, todos indo ladeira abaixo, direto para
o inferno. Nesso ponto a banda é rebatizada; nasce a Maldita; “E a vingança marcará nossa pele, como renegados”. Eles
gravam seu primeiro hit; uma balada sobre necrofilia chamada
“Anatomia”.
Começam a surgir shows todas as semanas, shows de horrores, banhos de sangue e crianças assassinas que precisavam da banda, tanto quanto a banda delas. Um selo chamado Nikita aparece das trevas e eles gravam seu primeiro disco; “Mortos
ao amanhecer”. Assim como os três videos; “O homem com o
rosto cortado”, “Anatomia” e “Estrela de Fogo”. Tarso resolve
abandonar a família e uma criatura muito calma, porém com uma arma muito poderosa plugada a um amplificador entra na
cena. Seu nome? Lereu... o novo guitarrista da banda e o início
de um ciclo interminável.
A Maldita trata exatamente dessas sensações inexplicáveis, do
inconsciente, o inferno. E de quando algo que não faz sentido
passa a fazer sentido, todos os dias, aqui dentro, todo o mal,
que na verdade poderia ser resumido em uma palavra; Humano.
Trata das coisas que as crianças geralmente não vão aprender em casa, dos taboos e do sobrenatural, porém sempre com um
mensagem positiva no final. Quando o assunto é a Morte, falam
em transformação, em aproveitar o momento, numa espécie
de “carpe dien” invertido. Assim como o pentagrama, que não
significa nada mais nada menos do que “mulher”.
Com uma legião interminável de fãs, amantes, monstros, homems e mulheres, a Maldita está concluindo a gravação de
seu segundo disco, “Paraíso Perdido”, que mostra uma face
mais madura da banda, mais unida. Se o hit do primeiro cd
expressava o desejo de Erich de querer matar a namorada
e fazer sexo a noite inteira com seu corpo gélido, o paraíso
perdido seria a trilha sonora de uma tentativa de suicídio, muito lenta, de toda a banda. Unidos em um só corpo e por uma causa maior, Erich, Vidaut, Magrão, Léo Osborne e Lereu são a quinta face de uma mulher que chora sangue e se apaixonou pelo mal.
Ainda é nescessário ter muito caos dentro de sí para dar à luz
uma estrela dançante.

MORTOS AO AMANHECER
Eram apenas demos. Um nome bem apropriado...
O que começou como alguns simples rabiscos de idéias deturpadas e confusão adolescente, acabou se transformando numa estrada de expressão artística e de resposta à muitas perguntas.
As idéias no papel - poesia dilacerante entranhada na
carne, um caderno que se transformaria no primeiro passo da construção Maldita. De seus gritos contidos em pequenas folhas, Erich viu seu universo de formas
caligraficamente tortas ganhar vida e um maior sentido através de harmonias, batidas e vozes.
Nascia, assim, o primeiro bastardo Dele.
PARAÍSO PERDIDO
Praticamente uma saga.
Desde suas primeiras composições - passando pela espera
do novo estúdio, pelas gravações e mixagens com vozes
ainda por fazer e chegando na masterização - o disco se mostrou cada vez mais excitante e prazeroso.
O passo que foi dado, vindo de “Mortos ao Amanhecer”,
em direção ao “Paraíso”, era tão nítido de progresso e tão estimulante em termos criativos, que fez de todos aqueles
que estavam envolvidos no projeto (Cd, Arte, WebDesign,
Assessoria e Produção), uma grande família ansiosa à
espera do novo rebento – o caçula maldito.
Um caminho natural.
Um amadurecimento natural.
Agora não se tratava mais de um disco baseado quase
que única e exclusivamente no universo de Coágula. As “interferências” vinham de todos os lados. Todos os
integrantes em uníssono despejando suas doenças, suas influências e seus desejos no caldeirão das aberrações. Um
verdadeiro encontro de diferentes visões com semelhantes objetivos.
Coágula permanece como relator, assinando o que se lê e
o que se repudia. Transcreve o que absorve, alimenta-se e expele. O grito que conduz a máquina sonora tratada com
detalhismo, seja na força de Vidaut ou na emoção de Léo.
Na incisão “cirúrgico-musical” de Magrão ou no peso de Lereu.“Paraíso Perdido” traz dúvidas, assume e levanta criticas.
A ponte que leva muitos do “nada ao lugar nenhum” está
partida, quebrada. Desmantelou-se.
Que seja decretado o contra-ponto!

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