Biografia de Wilson Batista

Nascido em Campos (RJ), tomou gosto pela música ainda criança, tocando triângulo na Lira de Apolo, banda organizada pelo seu tio, o maestro Ovídio Batista. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro no fim da década de 20 e se apaixonou pela vida boêmia do bairro da Lapa, freqüentando cabarés e bares e fazendo amizades com músicos e malandros da região, o que lhe rendeu algumas prisões.

Trabalhou como eletricista e ajudante de contra-regra no Teatro Recreio, mas queria mesmo é viver como músico. Compôs o seu primeiro samba em 1929 ? "Na Estrada da Vida", lançado por Araci Cortes e gravado mais tarde por Luís Barbosa. Passou a atuar como crooner e ritmista na Orquestra de Romeu Malagueta e no começo da década de 30 teve o seu samba, "Desacato" (em parceria com Paulo Vieira e Murilo Caldas) gravado por três grandes intérpretes da época, Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas. Tornou-se, ao lado de Noel Rosa, Assis Valente, Geraldo Pereira, um dos grandes sambistas da boêmia carioca.

Ficou conhecido pela polêmica com Noel Rosa, que gerou sambas inesquecíveis de ambos lados, como "Lenço no Pescoço", "Mocinho da Vila", "Conversa Fiada", "Frankenstein da Vila" (por causa do queixo defeituoso de Noel), todos compostos por Wilson, e "Feitiço da Vila", "Palpite Infeliz", ?Rapaz Folgado?, de Noel. No meio das provocações ficaram amigos e aparente briga acabou virando disco ("Polêmica"), lançado em 1956 pelos cantores Roberto Paiva e Francisco Egídio. Wilson continuou trocando o dia pela noite e compondo grandes sambas, como "Mania da Falecida" e "Oh, seu Oscar" (ambos com Ataulfo Alves), "Acertei no Milhar", delicioso samba de breque feito em parceria com Geraldo Pereira e gravado por Moreira da Silva, "Emília", com Haroldo Lobo, "Pedreiro Valdemar", com Roberto Martins, e "Balzaquiana", com Nássara. Chegado a uma boa confusão e flamenguista doente (como comprova o sincopado ?Samba Rubro Negro?), tirou sarro da torcida do Vasco (que na época tinha um dos melhores times do Brasil) compondo "No Boteco do José", sucesso na voz de Linda Batista no carnaval de 1946. O seu último sucesso do carnaval carioca foi "Cara Boa", marchinha composta em parceria com Jorge de Castro e Alberto Jesus, gravada por César de Alencar.

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