Nascida de pais franceses em Abidjan, Costa do Marfim, Constance Amiot morou nos Estados Unidos e em Camarões, antes de mudar-se para a França, onde escreveu sua história no cenário musical francês, após um álbum auto-produzido, "Whisperwood", lançado em 2003. Quatro anos mais tarde gravou "Fairytale", um disco de doze canções, produzido à sua imagem e semelhança: sensível, leve e sem superficilidade.
Apaixonou-se pela música aos seis anos, quando ainda freqüentava as aulas de piano em, Washington, estado americano para onde se mudou com a família, depois de morar em Camarões, África. Aos dezesseis, descobriu o violão, instrumento que além de aperfeiçoar seus dotes musicais, inspirou-a a escrever as primeiras composições. “Meu violão é a minha casa”, diz, “quando ele não está nas minhas costas, sinto que me falta alguma coisa. É a minha segunda voz,” revela. Foi o violão também que a enveredou pelo folk, mesmo estilo de Bob Dylan e Tracy Chapman, nomes que influenciaram e influenciam seu repertório, até hoje.
Depois de tocar um tempo como pianista na banda de rock, Virus, e de cantar em cafés em Washington, mudou-se para a França a fim de fazer curso superior. Em 2003, encorajada pela mãe, lança "Whisperwood", seu primeiro álbum, considerado pela crítica musical um verdadeiro “Song Writer”, pela mistura de ritmos tradicionais e modernos, que vão do folk à world music.
Em dezembro de 2005, assina o disco “Tôt ou tard”, que dois anos mais tarde se chamará, "Fairytale". O álbum dirigido por Dominique Ledudal, contou com a participação de músicos em evidência no cenário americano como o guitarrista de Joe Cocker, Jeff Pevar, e Sean Pelton, baterista de Sheryl Crow. O compositor Jerôme Attal também participou da produção com três composições: "L'Etourderie", "Le souffle du Matin" e "Le Bout du Monde". Constance e Jerôme não se conheciam pessoalmente e segundo ela contou em uma entrevista à RF1, um dia ele lhe enviou um e-mail dizendo-se apaixonado pelo charme de suas canções e que adoraria compor para ela. "Ele adaptou suas músicas à minha pessoa", brincou.
Assim como o repertório do álbum, a sua fabricação também se adaptou a sua história de vida, entre a França e os Estados Unidos. "Fairytale" foi finalizado e mixado na França nos estúdios Ferber e Garage, mas gravado no estúdio Sear Sound, em Nova York. “O disco é uma história, uma pequena viagem, doze canções individualmente fortes e diferentes, como um mosaico, um quadro”, diz a artista que pelo timbre e influência folk, já foi comparada pelos críticos à Carla Bruni. "Eu toco violão, tenho os olhos azuis e os cabelos longos, mas não sou a Carla Bruni”, esnoba com um pouco de ressentimento. “Sinto-me lisonjeada, mas estou a 10 milhas de distância dela", completa a cantora que prefere ser conhecida apenas como uma cantora de música folk americana.
O sucesso do opus foi inesperado para a própria Amiot, que viajou para a terra dos pais despretensiosamente. "Se alguém me dissesse na época que, na França, gravaria um disco no circuito alternativo, não acreditaria", confessou.