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O Rebuliço

Lailton Araújo

Veja na beira da estrada a boneca rendada Que “Zeca Mulato”, um debochado Deixou pelo amor de “Dona Leonor” Relembre o ventre daquela, donzela, quimera Porteira, gibão, firmando o mourão Légua marcada na forte lembrança da amada Vingança que manda um caso aumentado Pra boca de um grande proseador Herança da fala, cantada no Norte e no xote Zabumba, calunga, galope, baião Quem sabe se o fato contado não foi julgado Lá no cangaço, no meio do mato Na grande “Corte de Lampião” Seria o retorno daquela conversa de macho Cabeça e chapéu, punhal e “bisaco” Angico plantado lá no coração Premeditação... O certo é que esse boato virou poeira De tal maneira que o vento levou A louca paixão do conquistador Reprimiram o amor livre, num rebuliço De bala, peixeira, corisco, maxixe Sanfona e pedaço de manjericão

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