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Atrás da Tropa

Mano Lima

Falado:

"Bombiando a tropa berrando, tristonha pra um saladeiro,
Meu coração de tropeiro mugi nessa tarde fria
Pois quem tropeia apaixonado não sabe se é noite ou dia."

Cantado

Parceiro me dá uma mão pra nós contar essa boiada
São vinte noites de ronda ainda falta muita estrada
Mangueia aquele aspa torta que está solito na aguada
Chama os guris pra culatra e raia com a cachorrada.

Manda o Gentil pro fogão que tem mate e carne assada,
Ata a porteira do canto que essa boiada é safada.
Abre o cavalo da troca deixa ela derremuiar
Vou cantar uma aquada pra boiada se acalmar.

Da bicharada que avoa a mais linda é a sariema
Que quando canta parece que Deus recita um poema.
Da bicharada do mato o mais taura pelo jeito
É o chupim que veste luto canta alegre sastifeito.

Ronda, ronda, ronda, boi, ronda de noite estrelada.
Ronda, ronda, ronda, boi, saudade tropa na estrada.

Lá se vem o sol saindo no rastro da madrugada
São muitos dias de tropa ainda falta muita estrada
Deixem que o gado se estenda boi gordo não se judia
Que hoje a pampa amanheceu lambuzada de poesia.

Frouxa a ponta que se vai ao tranco no corredor
Bota o Vito de ponteiro e o Locario no fiador.
Mes que vem quando eu voltar campeando rastro da amada
Vem de Cincerro a saudandO semblando coplas na estrada.

Minha alma tá abasteriada meu coração doente vem
Quem curar a minha alma cura o malvado também.
O amor é boi que pula tronco, aramado e portão
Também arromba porteira do campo do coração.

Composição: Elton Benicio Escobar Saldanha/Erlon Pericles Borges Pires/Jose Joao Sampaio da Silva





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