A banda carioca Ack se despede do cenário nacional com o melhor disco de sua carreira. Inflamável, terceiro álbum do grupo, apresenta a banda em sua melhor fase, com melodias bem trabalhadas (influenciadas pela entrada de um terceiro guitarrista) e letras perfeitas.
O Ack sempre encaixou verdadeiros hinos em seus lançamentos. "Where's the attitude", "Fright", "She lost control", "Todo mundo contra mim", "Três acordes, um amor e uma cerveja", "Você nâo gosta de música" — só pra citar alguns. Nesse quesito, Inflamável supera qualquer outro material da banda. Impossível não cantar junto os refrões de "Desastre emocional", "Combater", Lugar melhor" e "Só os idiotas são perfeitos".
A terceira guitarra, do novo integrante Guga, deu um novo gás nas músicas, que ganharam arranjos mais complexos, fugindo do hardcore melódico característico do Ack. A diferença fica clara em músicas como a já citada "Combater", "Não aceite tudo o que escutar" e em "Não tente me impedir". O bom e velho punk rock marca presença com "Sub 17", verdadeira porrada na nossa nova geração, "Anti-herói" e "Por quanto tempo" — sequência arrasadora.
Como um último diferencial, Inflamável traz todas as suas treze faixas em português, algo inédito na discografia dos caras. A produção poderia ter sido mais caprichada, é verdade, mas a qualidade das músicas compensa qualquer falha nesse sentido. Um disco pra deixar ainda mais saudades do Ack.
Depois de uma espera de três anos finalmente saiu o novo álbum do Ack. Granada drive-in mostra uma leve evolução no som da banda em relação aos trabalhos anteriores, principalmente nos vocais.
O CD conta com 15 faixas, sendo 2 delas já lançadas em coletâneas: "Nem+1 minuto", da Apocalipse 2000 (Tamborete), que abre o disco e "Três acordes, um amor e uma cerveja", da 30 segundos é muito (Oba!), que fecha. Presentes também as regravações de "Father [of the world]" (ótima escolha), da demo Grab the bomb e "All my friends are falling in love", que ficou conhecida através do Carbona, mas que é de autoria de Fabio Seidl, baixo/vocal do Ack. Completando as músicas "extras", um cover de "PO³", do Claro Que Não, banda de rock and roll tosco do Rio de Janeiro.
Dentre as inéditas, os destaques ficam para as músicas "Você não gosta de música", lançada também em um single virtual e para a linda "A vida continua", com uma ótima variação dos vocais de Fabio Seidl e Sad. "Fast" e "Russel" lembram muito as músicas mais antigas do Ack. "Song 4 gigs" é uma das melhores músicas do álbum, muito bem trabalhada.
O disco conta com diversas participações especiais: Nervoso (Matanza); Diogo e Kito (8 Microwave); Henrique Badke (Carbona); Marco Homobono (Los Djangos); Manfrini (Claro Que Não) e Tor (Zumbis do Espaço).
O Ack é uma das poucas bandas nacionais que consegue misturar canções em português e inglês sem soar falso em nenhum dos idiomas e influências de vários estilos, como punk rock, hardcore e emo, mas sem perder a identidade. Granada drive-in mostra mais uma vez que, mesmo com toda a demora do mundo, estes cariocas sempre acabam lançando um material de qualidade! É assim desde a primeira demo...
Em seu CD de estréia, Play, a banda mostra porque é considerada uma das melhores da cena carioca. Misturando melodias alegres com outras bem agressivas eles conseguiram produzir um ótimo álbum, que conta ainda com participações especiais de Bê Negão (Funk Fuckers), Henrike (Blind Pigs), entre outros. Das músicas do disco destacam-se "Attitude", "Todo mundo contra mim", "Happy Song" e a clássica "Michael J. Fox". Este é com certeza um dos melhores lançamentos nacionais, repetindo o sucesso das fitas-demo da banda.