Gaúcha, nascida em Passo Fundo, mas meio nômade devido o trabalho dos pais, Aline Love já passou por São Paulo e mais diversas cidades do Sul do país. Aline Love (O sobrenome não é artístico, está no registro de nascimento assim mesmo), uma cantora de puro Rock'n'Roll Beat, direto dos anos 60 para a pista de dança, e que vem até o Espaço Garotas do Rock dar uma entrevista exclusiva.
Os pais sempre gostaram de música, apesar de nenhum deles ter feito do gosto uma profissão. Mas as influências vão além dos pais, Aline Love afirma ter paixão por Beat Rock, Mod e Rock'n'Roll “daqueles bem primórdios, somente com bateria e baixo bem marcados e cheios de vocais”.
Entre as preferidas estão The Beatles, Small Faces, Zombies, Who, Kinks, Yardbirds, Jovem Guarda, Roberto Carlos e Erasmo,
Celly Campello, Renato e seus Blue Caps. E as influências de vocais e visuais femininos são, principalmente, da Mariska Veres (Shocking Blue) e de Grace Slick (Jefferson Airplaine).
Na estrada da música há 11 anos, Aline se define como uma roqueira clássica que trabalha com estilos que variam desde o rockabilly até o Punk Rock. Além de fazer música Aline tem uma linha de tintas de cabelo coloridas, produz bottons e camisetas, e manda avisar “quem se interessar pode fazer as encomendas que envio pelo correio”.
A respeito do rock feminino em POA, Love afirma que “existem umas 4 ou 5 bandas somente de garotas, cada qual no seu estilo, tem as que puxam pra um som mais pesado como metal e seus sub-gêneros, assim como as que tocam um punk rock mais sujo e também as que tocam covers de pop rock”.
Com relação a algum tipo de preconceito por ser mulher e estar no meio rock ela diz que nunca percebeu nada, e que talvez o fato de ela ser uma instrumentista, compositora e vocalista faz com que as pessoas e os músicos, em geral, mantenham um certo respeito.
Para fazer uma maior divulgação de seu trabalho, Love participou de um programa na Tv Globo. Com um cd autoral já gravado Love diz que para fazer Rock'n "Roll hoje em dia é necessário muita coragem, pois o verdadeiro rock não chama a atenção da mídia, e nem dá muito dinheiro como os 'rocks' veiculados atualmente.
E revela que faltam incentivo e apoio pelo fato de não ser um tipo de música atual, mas existem apoiadores em rádios, sites e até jornais e TV's. E afirma que "a maior dificuldade que eu passo por ser mulher (pasmem) é com as PRÓPRIAS mulheres! Obviamente não com todas, só com as mal resolvidas... elas não entendem que temos que nos apoiar, mas acontece algo tipo lance de inveja e queimação, a ponto de aparecerem fakes, enfim, eu prefiro ganhar tempo trabalhando para pessoas que curtam o bom e velho rock'n'roll!".