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A Rosinha Dos Limões

Altamiro Carrilho

Quando ela passa, franzina e cheia de graça,

Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro,

Lá vai catita, cada dia mais bonita,

E o seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.




Passa ligeira, alegre e namoradeira,

E a sorrir, pra rua inteira, vai semeando ilusões.

Quando ela passa, vai vender limões à praça,

E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.




Quando ela passa, junto da minha janela,

Meus olhos vão atrás dela até ver, da rua, o fim,

Com ar gaiato, ela caminha apressada,

Rindo por tudo e por nada, e às vezes sorri pra mim.




Quando ela passa, apregoando os limões,

A sós, com os meus botões, no vão da minha janela,

Fico pensando, que qualquer dia, por graça,

Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela !






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