Angelino, filho único de lavradores, era autodidata. Ele tocava violão, guitarra portuguesa e violino, na orquestra do Gabinete Literário e Recreativo, e trombone na Banda de Música São Benedito.
Em 1911, Angelino de Oliveira integrou a orquestra do Grêmio Literário e Recreativo, clube criado pela elite botucatuense para incrementar as atividades sociais da cidade. Cabia a orquestra animar os bailes promovidos pelo clube com danças de salão.
P'ra quem não conhecia Angelino, ele dava a impressão de ser bravo e mal-humorado. Sempre com a "cara séria", óculos de lentes grossas ("fundo de garrafa") e realmente não ria muito. Mas, para os amigos, era muito diferente... "fala mansa", humor fino, irônico.
Em 2009 a Semana Angelino de Oliveira, em Botucatu/
SP, misturou música e manifestações artísticas em um evento que relembra e homenageia o compositor já há 27 anos.
Em 1940, Angelino torna-se o diretor artístico da recém criada rádio PRF-8, onde criou e dirigiu programas, como: Alma Sertaneja e Hora Literária.
Por volta de 1917 Angelino, já reconhecido como músico e violonista talentoso, formou com José Maria Perez o duo Violguita (nome formado com parte dos nomes de seus instrumentos).
Para compor a música "Tristeza do Jeca", Angelino inspirou-se no 'Jeca Tatu', personagem do livro "Urupês", que Monteiro Lobato havia lançado naquele mesmo 1918.
Angelino iniciou sua carreira musical na "Banda São Benedito", por volta de 1908. Além das celebrações religiosas, a banda animava as tardes de domingo com apresentações públicas, no coreto da cidade.
Angelino de Oliveira nasceu em 21 de abril de 1888. Ainda criança mudou-se para Botucatu/SP. Morou ainda em Ribeirão Preto/SP, onde cursou a Escola de Farmácia e Odontologia, e São Paulo, onde faleceu em 24 de abril de 1964.
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