José de Arimatéa Assis de Oliveira, conhecido como Arimatéa, acredita que sua vida só tomou alegria após sua conversão. Arimatéa trabalha em Brasília, na Esplanada dos Ministérios.
Paraibano e amante da música nordestina, o servidor José de Arimatea Assis de Oliveira, com 21 anos de Senado, “Ari”, (como é chamado pelos amigos) é cantor, compositor de músicas gospel e ainda está aprendendo a tocar acordeom. “Eu gosto mesmo é do forró tradicional, pé-de-serra”, conta ele. O servidor tem 4 CDs de forró gospel gravados e já está finalizando seu 5º trabalho.
O interesse pela música nasceu quando ele ainda era criança e ouvia Dominguinhos e Luiz Gonzaga cantarem. Ele diz que a paixão pela música era tamanha que quando tomava banho, ficava imitando o Elton John cantar. Para completar, Arimatéa começou a trabalhar como sonoplasta na Igreja em que freqüentava.
Sonoplasta de igreja, ele tomou gosto pela música ao comprar e acompanhar um playback. Com sotaque e ritmos nordestinos, o cantor trouxe todo seu carisma para a música gospel.
Quando o músico lançou seu primeiro trabalho ainda em disco de vinil, intitulado “Só sabe chorar”, ele foi cantar na Igreja a qual era fiel e foi pedido para se retirar por causa do ritmo da música.
“No início, havia muita discriminação quanto ao meu ritmo. Esse acontecimento me abateu e pensei até em parar”, declara o servidor. Mesmo assim, Arimatéa não desistiu da música e continuou a cantar seu forró gospel, só que agora em outra Igreja.
O forrozeiro conta que o show mais marcante em sua carreira foi o primeiro, em Belford Roxo (RJ). Ari queria se caracterizar de nordestino, costume que tem até hoje, e foi à procura de uma loja na cidade.
Depois de andar muito e só achar chapéus feios, ele se deparou com um muito bonito, mas segundo a vendedora o objeto não estava à venda, pois pertencia à imagem de Padre Cícero.
Com muita insistência, Arimatéa conseguiu levar o chapéu e fazer uma belíssima apresentação, junto com outros cantores, para cerca de 50 mil pessoas.
O sanfoneiro gospel Arimatéa lançou em 2003 o àlbum com canções de louvor e adoração ao Senhor no estilo do forró. Em destaque as faixas, "Posso Sentir Fogo", "Oh, Glória" e "Xote Abençoado".
O CD "Eita Deus de Poder", foi seu quarto trabalho e o primeiro lançado pela Top Gospel. Nesta entrevista para o Portal Melodia, você poderá conhecer um pouco mais o perfil deste cantor.
"Minha música é um ritmo que muita gente gosta, principalmente os nordestinos de todo o Brasil, é musica tirada da Bíblia não é coisa inventada, tem tudo a ver comigo", afirma o cantor.
Sua esposa chama-se Fatima, e seus filhos: Hayla, Maria Helena, e José Rodrigo.
Arimatéa conta: "- Sofri um acidente automobilístico, indo de carona com um irmão, que estava muito alegre com o seu primeiro carro que havia comprado. O carro bateu em um ciclista, que faleceu no local, o carro bateu em um poste e teve perda total. Eu, pela misericórdia de Deus, sai apenas com alguns ferimentos leves".
"Foi Deus quem me fez louvar o seu nome, claro que tomei alguma iniciativa, trabalhava como sonoplasta na minha igreja, quando comprei o meu primeiro playback, que despertou a curiosidade pela música", diz Arimatéa.
O servidor narra a origem da música “Manda chuva”, também título do seu 4º CD. A idéia veio depois de uma ida ao Nordeste para visitar parentes. Era época de seca e fazia semanas que não chovia. Quando voltou, o servidor compôs a canção e uma semana depois, choveu tanto na região que encheu todos os açudes. Assim foi nas cidades de Salvador e Goiânia: Arimatéa cantou sua música e instantes depois veio a tão esperada chuva. É de cair o queixo, não?
Divulgando o CD Manda Chuva, meu Senhor no Rio de Janeiro, o cantor Arimatéa teve uma grata surpresa ao visitar a gravadora Top Gospel na última semana: a diretoria aproveitou a vinda do cantor à cidade para renovar seu contrato por mais três anos.