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Pode Pá!

Babilônia

Demoro, me apresento babilonia
Representando santos, sei do peso, mo responsa
Na humildade, com disciplina,
Fortalecendo, as minhas rimas

E dos porcos eu quero é distância
De cada tapa, tomado sem relevância
Sempre tratando, com ignorância
Ele te forja, por pura ganância

E pode pa, e poda pa
Que eles tão ai pra te ferrar

E pode pa, e poda pa
Queria te ver aqui no meu lugar

É, sua farda ta manchada
Do sangue da favela, da ira acumulada
Dos playboy, o dinheiro da balada
E sua alma, grita agonizada

O caos que domina sua mente
Chapado, cheio de entorpecente
E ainda diz que nós somos os bandidos
Mas seu ponto de vista é que ta corrompido

Mata um, dois, três, mata mil
Joga corpo la na puta que pariu
Mata um, mata mil
Esse é o heróI do meu brasil

Prepara o fuzil, junto da bandeira branca
Prepara a pistola e também sua metranca
Bate continência, ao rei que lhe comanda
Abaixe a cabeça e beije o pé da governância

Soldadinho do sistema
Cada dia mais entrando em decadência
Cão de caça, adestrado
Não passa de um fardado arrombado

Deixando sua marca, por onde passa
O sangue pelo chão, na madrugada
Ainda acreditam nessa palhaçada
Eu jamais confiarei nessa raça

E pode pa, e pode pa
Não pensam duas vezes antes de atirar

E pode pa, e pode pa
Tome cuidado com oq cê vai falar

Cade a paz só vejo guerra
O comando que aqui impera
Só vejo bala e mãe chorando
Almas vazias e corações em pranto

O desencanto dessa vida
A desilusão na avenida
O terror espalhado pelos cantos
A esperança, ja acabou a anos

E pode pa e pode pa
É só chegar é só chegar
Eles vão te matar, te matar
E no final, se vangloriar

E pode pa e pode pa
Vai acabar, acabar
É só esperar, esperar
Que sua hora vai chegar

Composição: Babilônia






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