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Biografia de Coldplay

Coldplay é uma banda de rock alternativo formada em 1998 em Londres, Inglaterra. O grupo é composto pelo vocalista/pianista/guitarista Chris Martin, pelo solo guitarrista Jon Buckland, pelo baixista Guy Berryman e pelo baterista/multi-instrumentista Will Champion. Coldplay tem 32,5 milhões de álbuns vendidos[1], e são também conhecidos por seus hits singles, tais como "Yellow", "In My Place", "Speed of Sound", "Viva la Vida", e o vencedor do Grammy Award "Clocks".

O Coldplay possui uma sonoridade próxima a de outros artistas como Radiohead, Oasis, Jeff Buckley e Travis. Outras influências são U2, R.E.M, Pink Floyd, John Lennon, A-ha, The Smiths, The Stone Roses, Tom Waits, The Flaming Lips, Neil Young, Echo and the Bunnymen e, mais recentemente, Johnny Cash e Kraftwerk. Cash foi inclusive convidado pela banda a gravar uma música pendente, mas morreu antes de fazê-lo.

Desde o lançamento de A Rush of Blood to the Head, seu segundo disco, o Coldplay tem também apoiado várias causas políticas. Eles têm advogado pela campanha "Make Trade Fair" da Oxfam e pela Anistia Internacional. A banda também participou de vários projetos de caridade como o "Band Aid 20", o "Live 8" e o "Teenage Cancer Trust". Chris Martin também protestou contra a invasão do Iraque e apoiou John Kerry. Em novembro de 2008, o vocalista anunciou que a banda pretende se separar até 2010[2][3].


História

Ao vivo em Lisboa, no Pavilhão Atlântico em 2005
Formação (1996-1999)
O quarteto formado por Chris Martin (piano e voz), Jonny Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria) é mais das bandas produto de universidades. Martin e Buckland se conheceram em 1996, logo nos primeiros dias de aula na University College London. Da amizade, surgiu o núcleo do que viria a ser o Coldplay. Logo depois Berryman se juntou aos dois e o trio se apresentava como Pectoralz. No ano seguinte, teve seu nome mudado para Starfish. Em 1998 chega o último integrante, Will Champion. Ele originalmente não tocava bateria e aprendeu o instrumento para entrar na banda, que logo em seguida foi batizada de Coldplay. No mesmo ano o quarteto lançou seu primeiro EP, Safety, com apenas 500 cópias. Entre as que foram distribuídas a gravadoras e amigos, sobraram apenas 50 para a venda ao público. Ninguém poderia imaginar que este número se multiplicaria tanto.

Em abril de 1999, Coldplay lançou o EP Brothers & Sisters EP com a gravadora Fierce Panda. Devido a isto, a Revista New Musical Express elogiou Coldplay como uma das melhores bandas de 1999. O lançamento do primeiro EP, Safety, foi usado para intenção inicial, quando Debs Wild, da Universal Records, deu a cópia do CD à Give Keeling, da Parlophone Records e a Caroline Ellery, da BMG Publishing. A banda assinou contrato com as duas companhias no verão de 1999.

Safety e Brothers and Sisters abriram caminho para outro EP, The Blue Room, lançado em outubro de 1999. Com uma nova gravadora, a Parlophone, Coldplay começou a tocar em vários festivais de música.


Parachutes (1999-2001)
Com contrato assinado (a gravadora era a Parlophone), em 1999 os integrantes da banda se concentraram em finalizar seu primeiro álbum, Parachutes, em julho de 2000, que tinha uma venda esperada de 40 mil unidades. As músicas "Yellow" e "Trouble" ganharam popularidade nas rádios da Europa. Somente no Reino Unido, de julho a dezembro venderam mais de 1,6 milhões de cópias apenas na Grã-Bretanha.

O primeiro show no qual a banda brilhou aconteceu durante um festival em Manchester, 1999. A melodia doce e as letras melancólicas agradaram rapidamente o público. O primeiro CD, Parachutes, confirmou o que já aparecia nos shows: a personalidade marcante do grupo tinha conquistado seus adeptos e as canções recém-lançadas "Shiver" e "Yellow" ganhavam as paradas de sucesso na primavera de 2000. O trabalho com Parachutes rendeu ao Coldplay uma indicação ao Mercury Music Prize, prêmio britânico disputado em novembro do mesmo ano. Pouco tempo depois, o grupo pode perceber que seu trabalho já tinha cruzado o continente: "Yellow" tinha sido escolhida como tema de uma campanha publicitária da rede de TV americana ABC.

Tendo sucesso na Europa, os Coldplay embarcaram para os Estados Unidos. O álbum foi um sucesso na América do Norte, com boas críticas dos norte-americanos e ganharam o Grammy na categoria de melhor álbum alternativo em 2002.

A boa receptividade da banda entre os americanos continuou avançando e, em 2001, eles fizeram uma turnê de dez dias pelos Estados Unidos. Ingressos esgotados e letras entoadas por um coro de milhares de vozes deixaram claro que a banda de alma britânica tinha conseguido seu espaço dentro do disputado mercado da América. Rumores de separação que atingiram o grupo durante a turnê americana e os constantes resfriados causados pela exaustão de Chris Martin nos vocais fizeram os shows nos Estados Unidos serem suspensos. Mesmo assim no verão de 2001, o Coldplay emplacava outra música nas paradas: desta vez, a eleita do público foi "Trouble".

A Rush of Blood to the Head (2001-2004)
Os integrantes da banda Coldplay regressaram aos estúdios de gravação em outubro de 2001 para trabalhar em um segundo álbum. A esta altura alguém devia estar suspeitando do sucesso dos rapazes. E estava: o selo Capitol, da EMI, lançou o segundo álbum da banda A Rush of Blood to the Head, em 2002. Com dificuldades de tempo, lançaram seu segundo álbum em agosto de 2002, A Rush of Blood to the Head foi considerado como um amadurecimento musical por parte do grupo. Receberam melhores críticas e venderam mais cópias do que Parachutes. O sucesso do trabalho criou grande expectativa diante da chegada de Rush of Blood. Os fãs, no entanto, não se decepcionaram. Ao fim de três anos de promoção do trabalho, o segundo álbum da banda coleciona uma gama de hits. De novo o Coldplay tinha uma música que iria bombar. O hit "Clocks" fez a banda agora ficar mundialmente conhecida. "In My Place", "The Scientist", outras duas faixas do álbum que também ajudaram. A Rush of Blood to the Head ganhou dois prêmios Grammy em 2003 e outro em 2004.

Toda essa badalação transformou o Coldplay em uma banda de peso. Mesmo com apenas dois álbuns o grupo saiu em turnê pelos cinco continentes (foi quando passaram pelo Brasil pela primeira vez). A banda fez uma turnê mundial de junho de 2002 a setembro de 2003. Aproveitando a turnê, gravaram um CD e DVD ao vivo em Sydney, Austrália, chamado Live 2003. Em 2004, o grupo descansou da turnê e se pôs a trabalhar nas gravações do próximo trabalho.


X&Y (2004-2006)
O lançamento do álbum de 2003 demorou a acontecer. Agora conhecido mundialmente, o grupo desfruta do privilégio das grandes bandas de ter fãs em massa fora da Europa. A personalidade do quarteto, no entanto, continua a mesma, ainda que as cifras de seus discos tenham atingido a casa dos milhões de unidades vendidas. X&Y está contribuindo diretamente para isso. X&Y é o terceiro álbum da banda britânica, lançado em diversos países no final de junho de 2005. O primeiro single do álbum, "Speed of Sound", foi lançado em CD dia 23 de Maio de 2005. O álbum chegou ao topo da UK Album Chart com 464.471 cópias vendidas na primeira semana, ficando em segundo lugar no ranking. O álbum também fez sucesso nos Estados Unidos, vendendo cerca de 737.000 na primeira semana.


Chris Martin durante show em São Paulo.Chris Martin disse que o nome do álbum X&Y é uma referência aos pontos altos e baixos da vida no seu dia-a-dia. Martin disse "Meu dia inteiro é uma mistura de otimismo e pessimismo nas suas mais extremas formas. E isso que é X&Y para mim, são dois lados. Eu gosto do fato que elas são letras muito fortes, muito claras”.

Apesar do sucesso repentino da banda, eles têm se mantido muito protetores de suas músicas e como elas são usadas na mídia. Eles permitem que sua música seja usada no cinema, televisão e campanhas promocionais como o trailer do filme Peter Pan. Porém, a banda tem sido muito inflexível com o uso de suas músicas em propagandas publicitárias. Eles já recusaram contratos milionários da Gatorade, Diet Coke, e The Gap, que queriam usar as músicas "Yellow", "Trouble", e "Don’t Panic" respectivamente. Segundo Chris, "Nós não conseguiríamos conviver com isso, se vendêssemos o significado da música assim".

O Coldplay já fez show na América do Sul, incluindo o Brasil, onde apresentou as canções de A Rush of Blood to the Head. Pode-se dizer que a filosofia do grupo segue aquela pregada, já há bastante tempo, por Bono e o U2: rock a serviço de causas nobres liderado por roqueiros bonzinhos. Chris Martin é o exemplo perfeito desse modelo, apesar de ser um dos alvos preferidos dos tablóides britânicos, por causa de seu casamento com a atriz Gwyneth Paltrow, já revelou em entrevistas recentes, que não se aborrece mais com o assunto.

X&Y, lançado em junho de 2005, foi o álbum mais vendido daquele ano, com 8,3 milhões de cópias vendidas em todo mundo. Apesar de ter recebido algumas críticas que o colocavam como uma cópia do disco anterior, a resposta do público para o trabalho foi imediata. "Speed of Sound", primeira faixa de trabalho, está em alta; era só ligar o rádio que não demorava muito para ouvir a canção e perceber, de cara, o estilo Coldplay de fazer música.


Viva la Vida or Death and All His Friends (2006–presente)
O quarto álbum do grupo, foi lançado no dia 12 de Junho de 2008 nos Estados Unidos, intitulado Viva la Vida or Death and All His Friends. Martin afirmou que escolheu o nome após vê-lo em um quadro da artista mexicana Frida Kahlo. "Ela passou por muita coisa, claro, e aí começou uma grande pintura em sua casa que dizia Viva la Vida or Death and All His Friends. Eu simplesmente amei a ousadia disso", disse o cantor, se referindo à Frida, que teve diversos problemas de saúde.

Sobre o novo trabalho, Dave Holmes, empresário do grupo, garante que esse seria um lançamento revolucionário. "Eu acho que é o melhor álbum da banda. É um disco fantástico. Eles realmente conseguiram", disse ele à Billboard. O primeiro single, "Violet Hill", foi disponibilizado em download gratuito exclusivamente no site oficial da banda. A canção esteve disponível durante uma semana e chegou às lojas digitais a 6 de Maio de 2008. Dia 7 de maio, saiu uma edição limitada em vinil com a revista inglesa NME e incluiu o single "Violet Hill" e um lado B exclusivo, intitulado "A Spell A Rebel Yell". O segundo single, "Viva la Vida" tornou-se o maior sucesso grupo, alcançando numa mesma semana de junho a primeira posição nos Estados Unidos e no Reino Unido, feito até então inédito para a banda.

No dia 30 de agosto em entrevista para BBC 6 Music, Martin declarou que a banda irá seguir com Viva la Vida or Death and All His Friends com um EP intitulado Prospekt's March, que foi lançado em 21 de novembro, e um quinto álbum de estúdio, para dezembro de 2009.[4][5]

O álbum Viva la Vida or Death and All His Friends recebeu sete indicações para o Grammy Award na 51ª Edição Anual do Grammy: Álbum do Ano (Viva la Vida or Death and All His Friends), Registro do Ano, Canção do Ano, Melhor Performance Vocal Pop por um Duo ou Grupo (para "Viva la Vida"), Melhor Canção de Rock, Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo (para "Violet Hill") e Melhor Álbum de Rock (por Viva la Vida or Death and All His Friends).

Em dezembro de 2008, o guitarrista Joe Satriani lança um processo de violação de direitos autorais contra a banda no Tribunal Federal em Los Angeles, alegando que a banda copiou partes de seu instrumental "If I Could Fly" do álbum Is There Love in Space? para usar em "Viva la Vida".[6][7]


Integrantes

Formação atual
Chris Martin - (voz, piano/teclado, guitarra base)
Jon Buckland - (guitarra solo, violão, gaita, vocal de apoio)
Guy Berryman - (baixo, sintetizador, gaita, vocal de apoio)
Will Champion - (bateria/percussão, piano, vocal de apoio)