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Curiosidades sobre Cornélio Pires

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  • Os primeiros seis discos, gravados por Cornélio Pires, na Colúmbia, foram lançados em maio de 1929. Eram 12 gravações com 9 números de "humorismo", declamado pelo próprio Cornélio. Entre eles, está o poema "Batizado do Sapinho", "Verdadeiro Samba Paulista", "Desafio entre Caipiras" e Danças Regionais Paulistas" (Cana-verde e cururu),são danças recolhidas do folclore paulista, por Cornélio, interpretadas pela "Turma Caipira Cornélio Pires".
  • O Movimento Modernista procurava despertar uma consciência nacionalista em tudo. Era uma busca às raízes. Cornélio Pires que desde 1910 abraçara essa "causa", não perdeu a oportunidade de mostrar a arte caipira através do disco.
  • Por volta de 1910, já havia duplas de moda de viola por todo canto. Anos depois, com o surgimento do disco, as gravadoras se recusavam a gravar essa música rural. E diziam: "Quem iria comprar um disco no qual dois camaradas cantam gritado letras com erros de português?" Essa situação durou até que Cornélio Pires, um jornalista e poeta de Tiete, fez uma aposta e produziu o primeiro disco de música caipira.
  • No dia 5 de abril de 1929, o jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO", trouxe uma nota sobre as apresentações da TURMA CAIPIRA CORNÉLIO PIRES e diz que o Arlindo Sant'Anna iria fazer imitações de "vozes da mata virgem, de macaco, jaó, tocava, uru, mambu-chitã, mambu-chororó e mambu-guaçu".
  • A "Turma Caipira Cornélio Pires" (em sua 1ª fase) era composta por Arlindo Santana, Sebastião Ortiz de Camargo (o Sebastiãozinho), Zico Dias, Ferrinho, Mariano da Silva, Caçula e Olegário José de Godoy (o Sorocabinha). O Sorocabinha com seu pai Juca Sorocaba eram autênticos representantes da cultura caipira. Trabalhavam na roça como lavradores.
  • Na segunda gravação, saíram cinco discos, em outubro de 1929. E, no primeiro, de um lado está "Como Cantam Algumas Aves" (imitação de aves) - interpretação do Arlindo Santana (o homem que imitava aves e bichos) e, do outro: "Jorginho do Sertão" com Mariano e Caçula, a primeira MODA DE VIOLA, gravada no Brasil, lançada em outubro de 1929.
  • Raul Torres, um cantor de "emboladas", um ritmo nordestino, foi convidado por Cornélio Pires em 1929 para também gravar na sua "Série Cornélio Pires", onde aparece com o pseudônimo de BICO DOCE e Sua Gente do Norte, com a "embolada" de sua autoria "Galo Sem Crista", seguindo-se de outras gravações no selo vermelho do vate de Tietê.
  • Em fevereiro de 1929, a Colúmbia lançou no mercado fonográfico os discos de Cornélio Pires que havia"botado a idéia na cabeça" de gravar em disco, as suas anedotas, interpretadas por ele mesmo, e algumas "modas caipiras", interpretadas por autênticos violeiros da região de Piracicaba.

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Biografia

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Cornélio Pires nasceu no dia 13 de julho de 1884, na cidade paulista de Tietê, e morreu de câncer na laringe no dia 17 de novembro de 1958, na capital de São Paulo. Muito cedo, com 14, 15 anos, Cornélio...

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