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Teresa No Egito

Daniel Abreu

Que agito, Tereza no Egito
Num jumento Otelo e Oscarito
Na banana tinha um pirulito
Um brinde surreal

Ah, quem diga
O que eu nunca disse
Mas também nunca perguntei
Se é tolice, diga ao Raimundo
Que esse papo já morreu

(Morreu de que?)

De dia a veia, acorda num suplício
A vida é um precipício
Às vezes é o inicio

Chame o Maurício
Delegado de primeira
Hoje é Quarta-feira
E ainda me dói o dente

Tem chá quente
Tem chá quente....

No Egito, coitada da Tereza

Já na mesa comendo um babuino
No intestino um velho beduino
Um brinde surreal

Se é verdade
Não me encha o saco
Pois o saco tem o seu limite
Não me imite
Enquanto engulo o sapo
Pois o sapo é grande


Tem chá quente...






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