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Biografia de D.F.C

O D.F.C. se formou numa semana santa, em abril de 1993 com a junção de nossas outras antigas bandas (DFTA, Swankers e o antigo D.F.C. que já era ex-DFCaos).

Nosso objetivo era, e ainda é tocar o mais puro HARDCORE com consciência, protesto, atitude e muita diversão influenciados por bandas que éramos (e ainda somos!) fãs como D.R.I., Attitude Adjustment, Varukers, Cryptic Slaughter, Dead Kennedys, Agnostic Front, Discharge, R.D.P., Lobotomia, E.N.T., Suicidal Tendencies, Napalm Death entre várias outras.

Começamos então a ensaiar com a seguinte formação: Túlio-Vóiz, Ralph - Guitarra, Miguel - Guitarra, Phú-Baixo, Renzo-Bateria. No dia 12/05/1993, gravamos uma demo tape com 6 musicas chamada “Erramos ao mesmo tempo agora” em 20 minutos, num esquema ninja aproveitando o tempo de sobra da gravação duma banda de covers do Iron Maiden de uns amigos.

Com apenas 4 ou 5 meses de banda, gravou-se o disco “Tchan nan nan nan nan” em duas sessões no estudio Zen com Guilherme Bonolo em Brasilia sendo lançado em LP e CD pela gravadora Eldorado em 1994 que, devido a grande agressividade das letras para a época, gentilmente censurou alguns nomes de músicas, não colocou letras no encarte e estampou um lindo selo de “letras explícitas” na capa do disco, igual aos que você via lá fora, um luxo! Esse disco é mal gravado e extremamente mal tocado (o que não o impede de ser um ótimo disco) e algumas letras chegaram a despertar a ira de alguns menos favorecidos de inteligência que não foram capazes de compreender o sarcasmo crítico existente.

Após isso o guitarrista Ralph nos deixou e foi tocar nos Cabelo Duro, sendo então substituído pelo Therje que já havia tocado com o Renzo em sua antiga banda DFTA.
Também conhecido como Dracon777, Therje hoje toca na banda Detegente C.O. e no Satan’s Pray.

Então o Miguel foi morar no Rio de Janeiro mas ainda tocava quando podia, então entrou pra banda o Luciano Todo Doido Torres que era nosso roadie na época e tinha tocado no BSB-H e no Swankers, a antiga banda do Tulio e do Miguel. Nessa época o disco “Tchan nan nan nan nan” foi lançado em Portugal pelo selo Fast’n Loud, que tambem nos lançou em algumas coletâneas.

Um dia o Therje foi embora jogar bola (na verdade goleiro) e então ficou só o Luciano, aí gravamos o CD “Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo” em 1995, (desta vez bem mais ensaiados) mais uma vez com o amigo Guilherme Bonolo no estúdio Zen, sendo mixado por Tom Capone no A.R. Studio no Rio de Janeiro. O disco saiu em 1996 e nessa época participamos também de algumas coletêneas lançadas pelo selo Sonya Music que pertencia ao Phú e ao Tulio e que lançou o “Igreja…”. Fizemos então vários shows no Nordeste, onde pudemos tocar em eventos como o festival Abril pro Rock em Recife, e Sudeste onde visitamos varias cidades do interior de SP.

Então o Miguel (que mudou sem sair) disse que ia voltar pra Brasília, mas o Luciano Todo Doido ia sair para trabalhar de roadie com os Raimundos então entrou no seu lugar o Havoc que era um puta dum guitarrista e grande amigo nosso, mas o Luciano era mesmo doido e aparecia de vez em quando pra tocar, então tinhamos três guitarristas, até que o Havoc e o Luciano sairam de vez, então testamos algums(as) guitarristas e escolhemos o Léo que tocava guitarra numa banda chamada Untruth.

Com esta formação nós gravamos o CD “Sob o Signo de Satã” no ano de 1999 pela gravadora mineira Cogumelo e tambem o CD “Farofa Kind” pela Silvia Music, que havia sido gravado ao vivo pelo amigo Rodrigo Castanho em dois shows que fizemos no Teatro Garagem em Brasilia-DF no ano anterior. Bem no meio da gravação do “Sob o Signo…” o Phu resolveu sair da banda (hoje ele toca no Macakongs 2099) e após uma breve incerteza o Léo vendeu sua guitarra e passou a tocar baixo e ficamos só com uma guitarra mesmo.

A partir dai fizemos mais uma turne no Nordeste em Janeiro de 2000 e participamos de várias coletâneas lançadas no Brasil, como o CD “Tributo ao Olho Seco” pela Red Star Recs e “Apocalipse 2000” pela Tamborete Entertainment, e de coletâneas em vários outros países como o CD “Extra! Break the Speed Limit” pelo selo japonês Trash Ahoy!. Com algumas gravações que sobraram na época (11 sons), pretendiamos lançar um EP 7” intitulado “O Massacre da Guitarra Eletrica” por uma gravadora que fazia tais EPs. Como o projeto com a gravadora pra lançar o 7” não foi adiante, acertamos com a Silvia Music para lançar em CD mesmo. O EP saiu em outubro de 2002 com algumas musicas a mais e portanto sendo promovido de EP a Maxi-CD.

Em 2002 mesmo acertamos com o selo mineiro 53HC para a gravação de um novo CD “O Mal Que Vem Para Pior” com 21 faixas inéditas no Orbis Estudio em Brasilia-DF lançado em março de 2005.

Já em 2003 foi lançado no Japão um split 7” com a banda Fido’s Brunch, contendo 5 músicas inéditas gravadas no Orbis Estudio, entre elas o famoso cover do Iron Maiden “Esses Ratos”.

No ano de 2004 uma sociedade entre selo argentino Azucar Lies e do selo peruano Contraorden lançou outro split 7” em vinil com a banda peruana ANFO contendo 7 músicas ineditas.

Já em 2005, com o novo CD lançado pela 53HC, recebemos tambem mais alguns lançamentos vindo do exterior, entre eles o cassete comemorativo da Republica Tcheca (Ragedis Recs) “The Ten Year Plan Tape 1993-2003” contendo um “the best of” dos primeiros 10 anos da banda e tambem um split CD com a banda portuguesa MAD lançado em Portugal pelo selo Anti-Corpos.

E assim estamos até hoje. Nesse meio tempo, com essa galera entrando e saindo (mó suruba) fizemos incontáveis apresentações tocando em várias cidades deste Brasil, tais como : Brasilia, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Jundiaí, Campinas, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Palmas, Salvador, Recife, Teresina, Natal, João Pessoa, Maceio, Fortaleza, Belém, Uberlândia, Uberaba, entre várias outras dividindo o palco com as principais bandas nacionais e até internacionais do estilo como Ratos de Porão, Lobotomia, Inocentes, Garotos Podres, Sick of it All, Agnostic Front, Riistetyt e Força Macabra.