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Biografia de Diana

Ana Maria Siqueira Iório (Rio de Janeiro, RJ), conhecida com o nome artístico de Diana, é uma cantora e compositora brasileira, do estilo Popular/Romântico. Ganhou de seu público e da mídia os apelido carinhoso de "A Cantora Apaixonada do Brasil", “A Voz Que Emociona”, entre outros, devido ao conteúdo apaixonado e melancólico de suas canções.

Diana nasceu no bairro do Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 2 de Junho, filha de D. Regina Siqueira e Sr. Osvaldo Iório. Foi no bairro do Leblon, também no Rio, que Diana cresceu.

Diana iniciou sua carreira no final da década de 60, seguindo os passos da Jovem Guarda, que dominava o cenário musical jovem na época. Em 1969, gravou seu primeiro disco, um compacto simples, pela Caravelle, trazendo as canções "Menti Pra Você" (Lado A) e "Sítio do Pica-Pau Amarelo" (Lado B), ambas de sua autoria, sendo a segunda em parceria com Carlinhos (este membro do grupo Renato e Seus Blue Caps e primo de seu vocalista Renato Barros). "Menti Pra Você", carro-chefe deste disco, ficou em primero lugar na Rádio Globo por mais de 40 semanas.

O tremendo sucesso de "Menti Pra Você" lhe rendeu o convite do Sr. Evandro Ribeiro, então produtor da CBS, para fazer parte do catálogo de artistas da grande gravadora. Em 1970, grava um compacto simples, pelo selo EPIC, com duas canções, intituladas "Não Chore Baby" e "Eu Gosto Dele". Diana passa a ser então produzida por Raulzito, que mais tarde seria o conhecido "Maluco Beleza" Raul Seixas. Ainda neste ano, teve duas suas composições gravadas pelos artistas Odair José e José Roberto, a saber “Mundo Feito de Saudade” e “Que Tolo Fui”.

Logo no início de suas carreiras, Diana e Odair José foram viver juntos. Os dois viriam a se casar oficialmente em 1973. Em 1975 se separam, após um desentendimento, que veio a ser especulado de maneira exagerada pela mídia. Em 76 nasce a filha do casal, Clarice. Diferente do que muitos pensam, a união de Odair e Diana só foi terminar definitivamente em 1981. Recentemente entrevistado por um blog, Odair José declarou que segundo o advogado Paulo Lins e Silva, eles foram o quarto casal a obter o Divórcio no Brasil.

Na carreira de Diana seguem-se ainda dois compactos, em 1971 e 1972, que vêm a abrir definitivamente as portas para Diana no mercado musical brasileiro. Diana então contratada pela CBS, cobre a vaga de Wanderléa, que deixara o cast.

Diana foi um absoluto fenêmeno de vendagens. É difícil mensurar o sucesso que Diana teve quando da sua explosão. Os LP’s tinham enormes tiragens para abastecer os afoitos consumidores da música romântica. Diana foi uma estrela pop em sua época, como podemos comparar ao dia de hoje um sucesso igual ou superior que de Sandy & Junior, Wanessa Camargo, ou Ivete Sangalo. Estima-se que as cópias vendidas ultrapassem a casa dos 20 Milões de discos.

Com a produção de Raul Seixas, Diana alcançou as paradas de sucesso emplacando sucessos como “Ainda Queima A Esperança”, "Uma Vez Mais", "Fatalidade", "Um Mundo Só Pra Nós", "Porque Brigamos", "Estou Completamente Apaixonada" e "Hoje Sonhei Com Você". Raul Seixas compôs várias das baladas de Diana, a maioria em parceria com Mauro Motta. Rossini Pinto, talentoso produtor e compositor capixaba, ficou por conta de versionar os sucessos internacionais da época para Diana. De sua autoria são as letras de “Fatalidade”, “Porque Brigamos”, “Tudo Que Eu Tenho”, “Canção dos Namorados”, entre outros.

Partindo Raul Seixas para sua carreira solo e passando a dedicar seu tempo às suas próprias produções, em 1974 Diana troca de gravadora, também em busca de liberdade para gravar suas próprias composições, e dar vida e identidade às suas músicas com sua própria e rica interpretação. Na Polydor, grava três discos, entre 1974 e 1976. Desta áurea e produtiva fase, resultam os sucessos "Foi Tudo Culpa do Amor", "Lero-Lero", “Sem Barulho” e "Uma Nova Vida", sendo esta última uma composição que Odair José fez para Rosemary. Curiosamente, na voz de Rosemary a música não teve êxito algum, porém em 1975, gravada por Diana, foi sucesso absoluto no Brasil.

Em 1978, Diana grava pela RCA seu último LP dos anos 70, fechando essa década com um lindo trabalho. Neste disco, percebe-se uma forte diferença dos primeiros produzidos por Raul Seixas; Disco extremamente elaborado, maduro e artístico, contou com os melhores músicos da época, citando de passagem o grupo de Jazz brasileiro Azymuth, Maurício Einhorn, Hélio Delmiro, Nivaldo Ornelas, José Roberto Bertrami e Oberdan Magalhães. Destaque nesse disco, seja dado à faixa "Vida Que Não Pára", composta e gravada por Odair José, interpretada de uma maneira extraordinária.

Na década de 80, Diana grava alguns compactos, muitos deste bem autorais e românticos, um LP e também participa de um tributo ao cantor Evaldo Braga, onde no disco “Eu Ainda Amo Vocês” canta em dueto com Evaldo Braga a música “Só Quero”.

Atualmente radicada no interior do Estado do Rio de Janeiro, Diana faz shows pelo Brasil. Embora que pouco presente na mídia, Diana é uma artista requisitada, sendo suas apresentações lotadas, com grande público. Há algum tempo, Diana enviou uma carta de seis páginas ao presidente Lula, relatando os danos e prejuízos que a classe sofre, pedindo providências para com a situação que o artista vem enfrentando no Brasil. Esta carta foi apenas respondida com uma carta padrão, dando a entender que o delicado assunto não necessita maior atenção.

Diana atualmente compõem uma infinidade de canções, e ela própria cuida dos detalhes de seus shows. Está nos planos de Diana gravar um DVD em show ao vivo com seus maiores sucessos. Também está escrevendo um livro auto-biográfico, onde também pretende publicar cópia da carta ao presidente.

Não muito fã de participações em televisão, Diana acata oportunidades onde possa falar de seu trabalho atual, que inclui uma mescla de teatro, poesia, e performances que tão só a artista sabe fazer. Recentemente, Diana adotou uma nova grafia para seu nome artístico, a saber, "Diannah".