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Biografia de Divino E Donizete

Filhos de Dona Aparecida Bordin dos Santos e do Sr. Mário dos Santos, Divino Antônio dos Santos, o Divino, nasceu em Tupaciguara-MG, e Aparecido Donizete dos Santos, o Donizete, é natural de São José do Rio Preto-SP.
Os dois irmãos desenvolveram a vocação pela música ouvindo o saudoso pai deles, que era cantor e compositor de moda de viola, tendo assim seguido seus passos, além de terem residido também em diversos distantes rincões de nosso país (nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo).
Pode-se dizer também que a pessoa responsável pelo nome da dupla "Divino e Donizete" foi a mãe deles, também de saudosa memória, já que o nome artístico de ambos os integrantes é originário do próprio "nome de Batismo" de ambos: Divino Antônio e Aparecido Donizete.
O início da carreira musical se deu ainda na adolescência com a participação em um LP de Coletânea intitulado "Linha Sertaneja Classe A", lançado pela Rádio Record, sendo que o nome do disco era o mesmo nome de um dos inesquecíveis programas que tiveram a maior audiência do Rádio Brasileiro!
Já o primeiro LP, intitulado "Eu Grito o Nome de Quem Amo" a dupla gravou no ano de 1974 pela Carmona (LPC 1010), com destaque para "Eu Sou Piracicabano" (Mário dos Santos e Garcia), "Chegou a Hora da Onça Beber Água" (Lourival dos Santos), "Fronteira da Saudade" (Zé Matão e Waldemar de Freitas Assunção) e "Promessa do Monsenhor" (Joaquim Moreira e Divino), além da faixa-título "Eu Grito o Nome de Quem Amo" (Meirinho).
Em 1976 "Divino e Donizete" estrearam um programa na Rádio Nacional (hoje Rádio Globo) de São Paulo-SP, o qual obteve bastante audiência em todo o Brasil, no horário das 20:30 às 21:00, todas as segundas-feiras, durante um ano e meio. Depois a dupla trocou os 1.100 kHz da Nacional pelos 1.040 kHz da extinta Rádio Tupi de São Paulo-SP, dos Diários e Emissoras Associadas.
Além de ser senhor absoluto de uma belíssima voz grave, Divino é também um grande violeiro, tendo também participado como Instrumentista da gravação de vários discos de diversos artistas (dentre os quais Tião Carreiro e Pardinho).
Donizete, considerado um "criador de sucessos" no gênero caipira, é também compositor de mais de 300 músicas, dentre as quais merecem destaque "Sua Majestade Tião Carreiro" (Divino e Donizete), "Velho Amor" (Tião Carreiro e Donizete), "Cobra Venenosa" (Donizete), "Saudade do Norte" (Sebastião Victor e Donizete), "Guerreiro do Asfalto" (Tião Carreiro e Donizete), "Degraus da Vida" (Donizete), "Rainha do Vale" (Tião Carreiro e Donizete), "Nova Primavera" (Donizete e João Mulato), "Fim de Mundo" (Donizete, Jesus Belmiro e Cachoeira) e "Balanço do Pagode" (Donizete e Jesus Belmiro), além do estrondoso sucesso de "Chamada a Cobrar" (Tião Carreiro e Donizete), que foi gravada por renomadas duplas do quilate de Tião Carreiro e Pardinho (com mais de 500.000 cópias vendidas), Lourenço e Lourival e "Peão Carreiro e Praiano"! E também é de autoria de Donizete a belíssima "Tributo a Goiás" (Donizete Santos e Eli Carvalho), gravada pela dupla Juliana Andrade e Jucimara, e que é uma das mais belas homenagens musicais feitas ao estado de Goiás e sua gente.
Houve também uma época em que "Divino e Donizete" praticamente "se divorciaram", como dupla, e, como também estavam praticamente na mesma situação as duplas Goiano e Paranaense e "Dombar e Darlei", foram formadas por um curto período de tempo as duplas "Divino e Paranaense" e "Dombar e Donizete".
A dupla "Divino e Paranaense" gravou um disco e durou 6 meses, enquanto que a dupla "Dombar e Donizete" durou um ano e meio.
No entanto, os laços familiares acabaram "falando mais alto" e os dois irmãos acabaram retomando a formação da dupla "Divino e Donizete", para grande alegria de seus apreciadores.