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Elegia Para Um Poeta

Jairo Velloso

Calou-se o poeta.
Uma estrela apagou.
E a noite tão longa,
compôs um poema
tão terno, tão belo,
que o dia acordou.

Ficou tão sómente
um resto de canto.
Poesias dispersas
que órfãs ficaram.
Quedou-se o silêncio
com gosto de pranto.

Calou-se o poeta,
deixando saudades
que a morte não quiz.
Bandeira de sonhos,
Bandeira de versos,
silêncio de estrelas,
apenas João Luiz.

Na ausência sentida
da dor da partida,
um canto de paz
na voz se erguerá,
e para todo poeta
que andeja sózinho,
rumo e caminho
o teu nome será.






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