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Me Solte

Jan Cruz

Violento eu nunca quis ser
Mais a violência insiste em me seguir
Dinheiro nunca tive, pra cursar doutorado
Agora eu recebo com as batidas que faço.
Todo dia tento encontrar alguma paz
Nunca fui nada, nunca tive nada
Mais sempre mantenho a cabeça levantada
Tentando dar um jeito de viver o meu sonho,
Tudo bem, mais isso não é tudo.

A cena é sempre a mesma
Ninguém nos compreende
Parece que é destino repetir os mesmos erros.
Mesmo gueto aro vinte e dois, corrente com brilhante
E anel de diamante, curtindo com os 'pivete'
De 'bicho' na quebrada,
'Sorrindo ou chorando com o que rola na praça'.

Não! Eu devo ser pobre nem chegar aos dezoito
Por isso que os irmão como eu sofrem desgosto
Sempre ignorados, abandonados, deixados dentro da viatura
As vezes mesmo sem dever do que foi acusado.

(Me solte)
Não fala como se eu soubesse
(Me solte)
Eu devo mais, não devo a lei
É duro eu pagar mesmo pelo que eu fiz
E sair de mente livre,
Ta tirando? Aqui é barril.
É foda plantar flagrante em inocente
(Rá rá)
Não falo nada só observo de cá.
Não liga não, isso é só os pensamentos de um
Louco, louco.
Me solte!

Composição: Jan Cruz


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