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Cidade Grande

João Vilarim

Quero ver teu sorriso no rosto rasgando as têmporas da bela manhã
Quero ver o sertão viajar soltar minhas asas pra imaginação
A cidade inteira repousa um sono pesado de embriaguez
O poeta sonhando acordado, faz parte da musa sua timidez

Prosas e risos contidos em histórias contadas pela população
Vivências a andanças escritas por entre as linhas da palma da mão
A noite cigana oculta um lado da lua que não pode ver
A boca que cala e não diz e os que olham querendo dizer

Vai interior dos sonhos vai dizer para a bela morena
Que o mundo é pequeno e só dá pra nós dois
Vai minha cidade grande vai dizer que minha sina é viver
Tão longe ou tão perto mas só eu e você






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