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Noites Posteiras

Joca Martins

São largas as noites num fundo de campo
São raros os santos que velam por elas
São noites posteiras com sons de quietude
Com alma de açude e jeitão de tapera

Com gosto de campo e calor de vida
O mate amadrinha os olhos cansados
E a noite perturba a alma judiada
Que anda extraviada tão “longe das casa”

As noites posteiras têm fio de adaga
Empunhadas no vento cortando o lugar
Tem cheiro de ausência tem cor de saudade
E só tem duas luzes: o fogo e o luar

Num fundo de campo
Com garras de noite
A alma vagueia
Com ânsias de vento

O taura posteiro que corta essas noites
Encilha as veredas do seu pensamento
Repara as cercas da solidão
E trança o silêncio tento por tento






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