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Biografia de Loudness

O Loudness é a banda de rock Japonesa mais bem sucedida que já existiu. Seu sucesso não se resumiu apenas ao Oriente; a banda tem vários fâs por toda parte do mundo, inclusive aqui no Brasil.

A banda foi idealizada pelo guitarrista Akira Takasaki e pelo baterista Munetaka Higushi, que faziam parte de uma banda cover do Deep Purple chamada Lazy. O Lazy depois de um tempo começou a investir em composições próprias que não agradaram aos dois, que decidiram pular fora e iniciar um novo projeto.

Totalmente influenciados pelo Bow Wow, que era uma banda de heavy metal muito popular no Japão, começaram a procurar músicos para o que viria a ser o Loudness. A banda se estabilizou com Minoru Nihara no vocal e Masayoshi Yamashita no baixo.

De 80 á 83 lançaram três álbuns que foram bem recebidos pela critica Japonesa, mas para ganhar o mundo eles precisavam ousar um pouco mais. O primeiro chamou-se “The Birthday Eve”, o segundo “Devil Soldier” e o terceiro levou o sugestivo nome de “The Law’s of the Devil’s Land”. Pelos título dá para perceber qual era a linha que a banda seguia; eram todos álbuns de heavy metal extremo.

Seu quarto disco batizado de “Disillusion” atraiu a atenção da Atlantic Records, que resolveu lançá-los na América. O debut do Loudness na América foi com o disco “Thunder in the East” (85). O disco mostrava um hard n’heavy vigoroso onde brilhavam a guitarra de Akira (no melhor estilo Eddie Van Halen) e o vocal de Minoru que deixava claras influências de Scorpions e Judas Priest.

Os discos que se seguiriam mostrariam a nova linha que o Loudness iria seguir; influenciados pelo hard rock californiano, a banda perdeu um pouco da agressividade e começou a fazer um som que ficava no meio termo entre o pop e o metal. “Shadows of War” ainda manteve a pegada do início de carreira mas em seguida, “Lighning Strikes” foi lançado e deu notoriedade à banda que era tachada como uma das mais técnicas do cenário americano. Aquilo começava a incomodar outras bandas que faziam um hard rock mais simplório. Akira Takasaki era constantemente comparado com outros grandes guitarristas que surgiam como George Lynch (Dokken) e Warren Demartinni (Ratt).

Mais um álbum foi lançado para deleite dos fãs. Batizado de “Hurricane Eyes”, o disco dividiu opiniões, já que por mais que a banda fosse extremamente técnica, algumas pessoas ainda torciam o nariz para o fato deles serem japoneses (coisa de americano).

A banda nesta época já estava começando a ter problemas com a gravadora e seus produtores. Eles alegavam que os caminhos que a banda estava tomando não eram os desejados. Ainda soltaram um disco em 88, antes do que seria a maior perda da banda, a saída do vocalista Minoru Nihara.

Influenciados pelos produtores, eles colocaram um jovem vocalista americano em seu lugar. Seu nome era Michael Vescera. Com ele, foi gravado “Soldier of Fortune” (89), que apesar de ter um bom conteúdo, decepcionou um pouco os fãs (principalmente os japoneses), que achavam que a banda já não era mais a mesma.

Vescera ainda gravou mais um disco com a banda, antes de se juntar a Yngwie Malmsteen com quem gravaria discos como “Magnum Opus” e “The Seventh Sign”.

Akira e sua turma começaram a preparar uma nova investida. Desta vez as coisas seriam como deveriam ser. Para isso eles convidaram o vocalista Yamada Masaki da banda Ezo. O primeiro álbum foi auto intitulado e saiu em 1992, época em que o metal estava em baixa. Em 94 sairia “Heavy Metal Hippies”, que também não atrairia atenção na América. Apesar da baixa vendagem dos discos, a nova banda estava com tudo em cima, as apresentações eram enérgicas e os músicos não deixavam a desejar

“Dragon/Ghetto Machine” foi editado em 97 e marcava a despedida de Munetaka e Masayoshi da banda. Shibata Naoto e Homma Hirotsugu substituíram os músicos originais. Este line-up gravou mais um álbum de estúdio que levou o título de “Engine” (99).

Com o terceiro milênio batendo à porta, a banda anunciou uma reunião com a formação original, que deveria gravar um álbum para entrar em turnê em seguida.