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Criminoso

Lourival dos Santos




O tal de Quirino Basto
Foi pior que o Lampeão
Matava por passá tempo
Na mais crué judiação
Quantas môças que morreram
Nas garras do valentão
Quanto sangue derramado
Quanto luto no sertão.

No seu cavalo assassino
Por nome de satanais
Quirino Basto chego
Lá no vendinha do Brais
Provocando a rapaziada
Costume que sempre fais
Estou aqui porque cheguei
Sem beber ninguém não sai

Tinha um menino na venda
Foi saindo ali do meio
Pinga à fôrça eu não bebo
Falou mesmo sem receio
Quirino deu uma risada
Vai bebê menino feio
Home de barba na cara
Tenho cortado de reio

Barba na cara eu não tenho
Os meus atos eu determino
Eu não tenho pai nem mãe
Nem sei qual é o meu destino
Mas eu tenho educação
Apesar de ser menino
Venha de reio cortar
Se tu fôr homem Quirino

Pela guascada do reio
Com uma bala êle encontrou
Quirino puxou o revólver
Mas suas fôrças acabou
Quirino deu quatro voltas
Caiu no chão e falou
Me perdoe rapaziada
Que o menino me matou.






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