Em 1995 Julio Bressane fez o filme 'O Mandarim', sobre a música popular brasileira do século 20, focando especialmente a vida e o trabalho do cantor Mário Reis, que foi representado pelo ator Fernando Eiras.
Ao lado de Francisco Alves, Luperce Miranda, Carmen Miranda e o violonista Tute, Mário Reis excursionou por Buenos Aires, Argentina.
Mário gravou em discos de 78 rpm 165 músicas sendo 98 na Odeon, 12 na antiga Columbia, 47 na Victor e 8 na Continental.
A história e a carreira do cantor estão no livro:"Mario Reis: O Fino do Samba", do jornalista Luís Antônio Giron lançado pela coleção Todos os Cantos, supervisionada pelo jornalista Tárik de Souza.
No cinema Mário Reis participou dos filmes: "Alô, Alô Brasil" (Rasguei a minha fantasia), "Estudantes"(Linda Mimi) ambos em 1935, e "Alô Alô Carnaval" (Cadê Mimi, Teatro da vida e Fra Diavolo), em 1936, todos produzidos pela Waldow-Cinédia.
Começou a estudar violão com Carlos Lentine, e em 1926, ano em que entrou para a Faculdade de Direito da rua do Catete, conheceu Sinhô na loja A Guitarra de Prata.
Passou a tomar aulas de violão com o compositor, e este, impressionado com a interpretação que o aluno dava a seus sambas, convidou-o a tentar uma gravação.
Aceitou o cargo de oficial de gabinete da prefeitura do então Distrito Federal e abandonou a vida artística, aparecendo esporadicamente no cenário musical.
Mário Reis começou a ter aulas de violão na mesma época em que ingressou na faculdade de Direito, por volta de 1926. O professor era Sinhô, conhecido como Rei da Samba, que, impressionado com o aluno, resolveu levá-lo para uma gravadora.
Mário Reis cantou "Alô Alô" (André Filho) em dueto com Carmen Miranda.
Mário Reis foi colega de Ary Barroso na Faculdade de Direito, e foi o primeiro intérprete a gravar uma música do então desconhecido pianista e compositor: o samba "Vou à Penha", em 1929.
Na década de 30, Mário Reis firmou-se como um dos maiores intérpretes de Noel Rosa, que também foi seu parceiro. Entre essas gravações estão a de "Filosofia"
(Noel/ André Filho) e "Meu Barracão".
Mário Reis aceitou o cargo de oficial de gabinete da prefeitura, do então Distrito Federal, e abandonou a vida artística, aparecendo esporadicamente no cenário musical.
Noel Rosa lançou 24 de suas canções, seguindo de perto sua carreira. No mesmo ano da morte de Noel, no apogeu do reconhecimento público e sem muitas explicações, Mario Reis abandona a vida artística. Volta a gravar de forma esporádica. Deixou, entretanto, quase cem registros imprescindíveis à MPB.
Seu prestígio começou a declinar em parte por sua aversão a entrevistas, fotografias e aparições em público.
Os primeiros sucessos de Mário Reis foram gravações de músicas de Sinhô, como: "Que Vale a Nota sem o Carinhoda Mulher", "Jura" e "Gosto que Me Enrosco", essas duas últimas do compacto que foi seu primeiro grande êxito.
Filho de um comerciante sócio de uma casa de ferragens, de boa situação financeira, passou a infância no bairro carioca da Tijuca, cursando o primário e o secundário no Instituto Lafayette, e aos 15 anos jogava como meia-direita na equipe juvenil do América Futebol Clube.
Atendendo a um pedido da sr.ª Darcy Vargas, Mário Reis
participou do espetáculo Joujoux e Balangandãs, em 1939, cantando com Maria Clara Correia a marcha
"Joujoux e Balangandãs" e sozinho o samba "Voltei a cantar", composto especialmente para o espetáculo por Lamartine Babo.
Outro grande êxito de Mário Reis foi com "Agora É Cinza", de Bide e Marçal, que nos anos 80 voltou a ser sucesso com Mestre Marçal, filho do compositor.
Formado em direito em fins de 1930, Mário Reis não chegou a advogar, trabalhando como fiscal de jogo a partir de 1933.
Em 1971, Mário Reis gravou seu último LP intitulado
"Mário Reis" lançado simultaneamente com um show de 3 dias no Golden Roon do Copacabana Palace pelo qual Mário recebeu a importância de 5 mil dólares por dia.
Mário Reis (Mário da Silveira Reis), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 31/12/1907 e faleceu em 4/10/1981.
Filho de um comerciante sócio de uma casa de ferragens, de boa situação financeira, passou a infância no bairro carioca da Tijuca,...