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O Paraíba Alado

Maurício Baia

Ele acorda, de manhã, pulando todo irritadinho
Engole a mortadela amassada no pãozinho
Discute com o fusquinha até chegar ao pepino
E o fusquinha debochado continua a bater pino
Quando monta a asa diz: Agora é minha vez
Desce a rampa correndo e manda um beijo pra vocês

Waltinho
Eu sei que estais com Deus e não sozinho
Mas se cuida para não morrer
Meu compadre Waltinho

Ele ganha a bonita e vai mais alto do que eu pensava
Peida uma termal de mortadela amassada
Enrosca nela e sobe igual a um disco voador
Dá looping a três por quatro bem no meio do rotor
Tem gente que acredita que ele voa até sem asa
É em cima do cristo onde ele se sente em casa

Ele discute com a asa e faz a aproximação
Passa picado em cima de toda a multidão
Cai de quilha numa velhinha logo após o stol
Atropela um zé-sunguinha fresco do frecobol
Desculpa minha gente, é que eu vim do corcovado
Eu sou cobra de asa criada em São Conrado

Obrigado Edvaldo por ter me ensinado a voar
E por ter aliviado aquela dívida que eu não pude pagar
E pelo cinto de presente que me deixa contente a cantar
E então ele falou: $#@*%#$

Composição: Baia






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