O primeiro disco de Nelson Gonçalves foi a valsa ‘Se eu pudesse um dia’, com a gravadora R.C.A. Victor, ganhando 600$000 Réis por mês, e mais 100 Réis por disco vendido.
Mesmo com uma voz altíssima e incrível , Nelson dizia usar apenas um terço da potência de sua voz.
Ainda criança, o pequeno Nélson Gonçalves era levado por seu pai a praças e feiras para cantar.
A música Normalista , Este samba é um hino de louvor à normalista, menina-moça que "Não pode se casar ainda, só depois de se formar". E é em seus versos que aparece primeira vez na MPB a expressão "brotinho em flor" e que até mereceu uma crônica de Carlos Drummond de Andrade, depois.
Romântica e ao mesmo tempo vibrante e alegre, "Normalista" foi inspirada num caso real de proibição de casamento, segundo conta David Nasser, no livro Parceiro da Glória: "A história se passou com a filha do coronel Félix Henrique Valois, interventor no Acre. Ela estava apaixonada por um tenente e, normalista, lutava por seu amor. O velho não queria consentir (...) no casamento e havia, de outro lado, a proibição do Instituto (de Educação)". Mas no final tudo deu certo, pois além de inspirar um belo samba, a moça se casou, com o consentimento do pai. "Normalista" tem letra de Nasser e música de Benedito
Nelson e Maria Luiza pedem ajuda ao palácio Pio XII, na benção do Arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns. Pedem também através do seu advogado, proteção ao general Costa e Silva "que pelo amor de Deus que o exército estendesse suas asas protetoras sobre Nelson", verdadeiro patrimônio nacional, que lutava de forma desesperada para se livrar da droga.
Lourdinha Bittencourt - Maria de Lourdes Bittencourt Em 1952 casou-se com Antonio Gonçalves Sobral, conhecido popularmente por Nelson Gonçalves, casamento este que durou até 1959, quando eles se separaram
A música ‘Última Seresta’,de Adelino Moreira é a música que Nelson confessou ser a música com que gostaria de ser lembrado.
Nelson é suposto recordista mundial de títulos gravados, com mais de duas mil canções registradas entre 1941 e 1997.
O contrato com o cantor Nélson Gonçalves para que Elizeu Ewald pudesse realizar sua cinebiografia foi firmado apenas duas semanas antes de Nélson morrer, o que ocorreu em 18 de abril de 1998.
Ao longo de sua carreira, Nelson teve alguns apelidos: “Metralha”, “Rei do Rádio”, “Malandro”, “Rouxinol” , “Herói”, “Frank Sinatra Brasi-leiro” e até “Macho brasileiro”
Seu verdadeiro nome é Antônio Gonçalves Sobral, sendo ele recordista nacional de gravações em LP, tendo gravado 114 discos superando o cantor Elvis Presley, com 63 LPs gravados.
Silvio Santos ao ser informado da volta de Nelson, disse ao seu pessoal do SBT: ‘Se o Nelson voltou a cantar, contratam o homem. Não estamos aqui para julgar ninguém. É o maior cantor do Brasil’.Com isso tornou-se um dos poucos a lhe estenderem a mão.
Nelson Gonçalves entrou na fase negra de sua vida no dia 5 de maio de 1966, quando fora preso em flagrante, em casa, diante dos próprios filhos como viciado em droga.
Alguns dias depois, a direção do presídio recebeu um abaixo assinado dos 3.000 presidiários, onde eles pediam que suas penas fossem aumentadas em um dia cada um, e que em troca Nelson Gonçalves fosse libertado.
Durante o banho de sol, naquele dia, mais de 3.000 vozes emocionadas dos presidiários entoavam ‘A Volta do Boêmio’, que de forma dramática, ecoava pelos corredores tristes do presídio.
Apesar de gaúcho criado em São Paulo, quando morreu seu corpo foi coberto com uma faixa do Flamengo, e o prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, decretou luto oficial de três dias na cidade
nasceu no Rio Grande do Sul, mudou-se com os seus pais portugueses para São Paulo, no bairro do Brás. Quando criança, era levado, para praças e feiras pelo seu pai, que fazendo-se de cego, tocava violino, enquanto ele cantava.
Foi...