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Milonga da Chuva

Noel Guarany

Uma nuvem preguiçosa lá nos campos do infinito
Manda belezas no pranto deixando o pago bonito
A prece que vem de riba na toada das goteiras
Lembra o canto do Aguay das carretas choradeira.

As sete cores do íris de belíssimo esplendor
É poncho folhado a ouro de Cristo Nosso Senhor
As prendas das rancharias anunciam noites boas
E as luzes dos pirilampos velam restos de garoa.

A lua que surge triste qual parceira rapariga
No seu vestido bordado com rimas de prata antiga
A chuva que chorou triste tamborilando no chão
É o canto que o peito canta na lira do coração

Cantaremos que a vida passa como chuvas de verão.

Composição: Cleber Mercio Pereira / Noel Guarany





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