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Abelha da Ironia

Orestes Barbosa

Dourada abelha da ironia

Guizo de alegria que traz saudade

Na sedução em que vivi

Não pressenti perversidade

E na tua boca de serpente

Trescalando rosas do Oriente

Bebi um dia, este veneno que inebria



Foi teu olhar

Foi teu sorrir

Foi teu pisar

Que me fez sentir

Que me fez chorar

Que me fez vibrar

Eu sou na vida, por meu mal, sentimental

Tu no delírio do prazer, a rir

Passas por mim, só para me ferir

Deste meu sofrer

Ria quem quiser

Vivo por ti , mulher.



Meu violão

É o cofre em que guardei

Esta ilusão

Do tempo em que te amei

Hei de chorar, perdido assim de dor

Cantando um sonho, hei de morrer no horror

Nesta solidão, sem consolação

Chorando meu amor.






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