Manuel Paulo de Carvalho Costa (Lisboa, 15 de Maio de 1947) é um cantor português.
Começou como baterista. Em 1962 foi um dos fundadores dos Sheiks. O sucesso da carreira da banda, a que chamaram «os Beatles portugueses», pôs-lhe fim às veleidades futebolísticas nos juniores do Benfica.
Em 1968 a tropa pôs fim à banda. Regressado à vida civil fez parte de vários grupos, entre eles a Banda 4 e o projecto Fluido, que fundou, e o Thilo´s Combo. Apesar de nos dois primeiros projectos ser o vocalista principal, só em 1970 inicia uma carreira verdadeiramente a solo ao ser convidado para cantar “Corre Nina”, no Festival RTP da Canção.
Vence o Prémio de Imprensa para melhor cantor de 1970. Entretanto começa a trabalhar com o cantor e compositor Manolo Díaz.
Volta ao Festival da Canção com “Flor Sem Tempo”.
Em 1973 viajou até Madrid para gravar o seu primeiro LP.
Em 1974, venceu o Festival RTP da Canção, com E Depois do Adeus. Esta canção foi uma das senhas para o Revolução dos Cravos. Na Eurovisão ficou em último lugar ex-aequo com as canções representantes da Noruega, Alemanha e Suíça.
Entretanto inicia uma parceria com o músico Júlio Pereira de que resultam os álbuns “Não de costas mas de frente” e “M.P.C.C.”.
Estreou-se como compositor com a canção “Lisboa Menina e Moça”, celebrizada por Carlos do Carmo, em 1976.
Em 1977 vence o Festival da Canção com Os Amigos.
O álbum “Desculpem qualquer coisinha”, de 1985, para o qual convidou o guitarrista Alcino Frazão, inclui o grande sucesso “Meninos de Huambo”. É o seu primeiro disco de Ouro.
O disco “Alma” de 1994, gravado em Londre com a Royal Philarmonic Orchestra, inclui uma versão de “Pomba branca”, em dueto com Dulce Pontes.
A Movieplay lançou em 2004 uma Antologia, seleccionada por José Niza, com 40 das suas melhores canções. Também nesse ano, a Universal Music Portugal publicou a colectânea Paulo de Carvalho
Em 2006 aceita o convite da editora Farol Música para regravar algumas das suas melhores canções. É lançado o disco “Vida” que se torna um grande sucesso.