O carnaval é considerado uma das festas mais populares, animadas e representativas do mundo.
E, baseado nessa certeza, é que um grupo de amigos, liderados por um jovem chamado Boaventura Libânio da Silva, fundou em 18 de outubro de 1948, a Escola de Samba Os Protegidos da Princesa.
Além, do jovem Boaventura, encontrava-se, também, Sílvio Serafim da Luz, Benjamin João Pereira e Ibio Rosa.
O nome, Os Protegidos da Princesa, foi atribuído em homenagem à Princesa Isabel, devido a sua condescendência em abolir a escravatura, no Brasil, assinando a Lei Áurea em 13 de maio de 1888.
Mais tarde, passou a se chamar Grêmio Recreativo Escola de Samba Os Protegidos da Princesa, já com cadastro nacional de pessoa jurídica e com endereço fixo.
Em 1966, a Escola foi reconhecida de utilidade pública, pela Lei Estadual nº 777, de 13/09/1966 e publicada no Diário Oficial nº 8134 de 13/09/1966.
Em 1949, um ano após a sua fundação, a Escola de Samba, mais antiga de Florianópolis e mais vezes campeã de carnavais do Brasil, ganharia o seu primeiro título.
Ao longo desses sessenta anos, que a Escola Protegidos da Princesa completa em 2008, a Agremiação buscou representar na avenida fatos históricos, personagens e temas que refletiram épocas, não apenas da cultura catarinense, como também da cultura brasileira.Já “cantamos” essa cidade, com o enredo “FLORIPA, TERRA DO JÁ TEVE” (1994), homenageamos poetas como CRUZ E SOUZA e até boêmios famosos como ZININHO, autor do hino de Florianópolis – Rancho de Amor à Ilha.
A partir do ano 2000, a Escola encantou o público com temas marcantes.
Primeiramente, falando sobre os quinhentos anos do Brasil, levando para a avenida o enredo “SANTA CATARINA TECENDO OS QUINHENTOS ANOS DO BRASIL”, onde apresentou a famosa história das indústrias têxteis do estado.
Em 2001, narrou o fascínio que o tenista GUGA exercia, naquele momento, no mundo dos esportes; tendo a sensibilidade de criar o enredo – que contou com a autoria do professor da Universidade Federal de Santa Catarina Élson Manoel Pereira – “O MANEZINHO QUE ENCANTOU O MUNDO”.
Nesse ano, a Escola quebra um jejum de 14 anos e se consagra Campeã do Carnaval de Florianópolis.
Em 2002, conquistou o bi campeonato com o enredo – de mesma autoria – “UMA ÓPERA NA AVENIDA: O GUARANI DE CARLOS GOMES”. Neste momento, consagra-se também, o bi campeonato do carnavalesco Erson Paulo Trindade, o Paulinho.
Outros enredos, posteriores, surpreenderam o público catarinense, colocando, novamente, a Escola em lugar de destaque.
Foram homenagens feitas, por exemplo, ao centenário do colégio jesuíta instalado nesta cidade, com o enredo “COLÉGIO CATARINENSE: 100 ANOS”. As tradicionais festas juninas, reconhecidas como a segunda maior festa popular do Brasil, também foram tratadas, com o enredo “JUNINAS BRASILEIRAS DE NORTE A SUL”.
Mais recentemente, já sob nova administração, a escola homenageou, no ano de 2008, o próspero Município de Palhoça, com o enredo “TERRA QUERIDA, ÉS O ENCANTO DE MINHA VIDA”.
Atualmente, a Entidade tornou-se ainda mais forte, devido às algumas ações que visaram resgatar seus antigos componentes, tais como o retorno da Velha Guarda e, principalmente,
a valorização da sua comunidade base; fazendo com que esta, não só apoiasse a Agremiação, mas, como também fosse inserida em suas diversas atividades.
Nela, aconteceu à posse da atual Diretoria, em 2007, a Festa Junina, a Festa de Aniversário dos 59 anos da Escola, a Festa de Natal e os ensaios de Bateria, que, uma vez por semana, eram deslocados da área central da cidade, para a comunidade do Morro do Mocotó.
Estivemos junto, a esta também, apoiando o projeto OAB CIDADÃ, que aconteceu em abril deste ano.
Além disso, manteve-se, em atividade, o Projeto da Escolinha de Mestre Sala e Porta Bandeira, que incentivou diretamente o envolvimento das mães, no trabalho da confecção de fantasias.
Por fim, a Escola orgulha-se de, hoje, contar com a Comunidade, pois, vem desta, a produção de 60% dos carros alegóricos e a confecção de 70% de suas alas.
Provando assim, que a comunidade está realmente envolvida com a Escola.