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Nico Balseiro

Robledo Martins

Nico Balseiro, senhor
Das áuas do Uruguai
Gastando a vida no rio
Neste eterno vem e vai

Olhar fundido nas margens
Contrabandeando ilusão
Das pátrias que ancoraram
No porto do coração

Quem mira o seu interior
Verá da alma a pureza
Larga sonhos na barranca
E as mágoas na correnteza

Nico balseiro, senhor
Servindo duas bandeiras
Remando sonhos iguais
Que águas não têm fronteiras

Na fusão de duas pátrias
Que a balsa tornou capaz
Nas ondas Nico balseiro
Nico estandarte da paz.


Composição: Eliezer Tadeu Dias de Souza/Joao Bosco Aiala Rodriguez





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