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As Estranhas Criaturas do Parque

Venialgo

Nunca vão se adaptar
Mas não saem de onde estão
E sem perceber estão em vias de extinção

Estranhas criaturas do parque
Elas têm uma novidade
Que só vai aparecer quando houver oportunidade

Elas querem novos ares
Mas se escondem dos olhares
De quem quer que possa ver
Pois o mundo não conhece a caridade

Pra todo mundo o Amor tem quatro letras
E a Lealdade é uma palavra bonita
Mas nem sequer existe de verdade, não
Pode ter seu preço, mas não há quem pague
E até quando o mundo vai viver
Sem as estranhas criaturas do parque?

Alguns dizem que são lenda
E rezam para ser verdade
Outros juram que elas vivem na cidade

Estranhas criaturas do parque
Elas têm uma novidade
Que só vai se revelar quando estiverem em liberdade

E quem quiser conhecer será bem vindo
Só precisa transpor as fronteiras do parque
E esperar que as criaturas façam sua parte

Estranhas criaturas humanas
Caminham pelas cidades tão cheias de gente
Sábias criaturas com o estranho poder de reconhecer beleza nos homens
Sensíveis pessoas que nos balançam nos brinquedos da nossa memória.

Quase crianças puras
Adultos que pra sempre conservarão a inocência da infância
Nunca voltam pra casa
Estranhas criaturas de alma doce e especiais
Que sabem reconstruir o mundo
Mas que nunca se sentem em casa

Composição: Carolina Rubin / Matheus Duarte / Richie Venialgo





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