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No Tempo Que Eu Era Peão

Baitaca

Nos tempos que eu era peão saltava de madrugada
Fazia o fogo de chão aquentava o chimarrão
Na cambona enfumaçada
E a minha estampa é testemunha de tudo isso que falo
Os campos brancos de geada
De bombacha remangada ia buscar os cavalos
E a minha estampa é testemunha de tudo isso que falo
De bombacha remangada nos campos brancos de geada
Ia buscar os cavalos

E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
Por favor, preste atenção, eu sofri barbaridade
Hoje só resta saudade dos velhos tempos de peão
E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
Por favor, preste atenção, eu sofri barbaridade
Hoje só resta saudade dos velhos tempos de peão

Só ia cedo pro campo, cavalo bem encilhado
Passando horas amargas, bombacha larga
E chapéu grande bem tapeado
Tirava o laço dos tentos fazia uma grande armada
Pra criar touro mateiro acabei criei ternero
E alguma oveia bichada

Não tinha dia nem hora pra atender meus compromisso
Não adulava patrão e nos tempos que era peão
Não refugava serviço
Ainda tenho no corpo cicatriz de campereada
Me nego a sorte aragana e nos pagos de uruguaiana
Quase morri numa rodada
Ainda tenho no corpo cicatriz de campereada
Me nego a sorte aragana e nos pagos de uruguaiana
Quase morri numa rodada

E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
Por favor, preste atenção, eu sofri barbaridade
Hoje só resta saudade dos velhos tempos de peão
E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
Por favor, preste atenção, eu sofri barbaridade
Hoje só resta saudade dos velhos tempos de peão

Composição: Baitaca





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