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Cananã

Luiz Gonzaga

Eita! È o sertão que eu tenho Almajarra do engenho }bis E um bom canaviá Eita! O carreiro carreando E o seu carro cantando A canção do canana No meu sertão Não tem choro, não tem fome Não tem bicho lobisome Não existe assombração De manhãzinha Quando o dia se sacode Tem onça que pega bode Valente que só o cão Tem um cachorro Lanzudo, preto retinto Pra tomar conta dos pinto E espantá gavião Tem água boa Descendo de morro abaixo Pra se deitar no riacho E tem luz de vagalume Um preto velho Pra falar do que já foi Brinquedo de pegar boi No matagal de perfume Moça faceira Dona de casa capaz Mas é bonita demais E pode matar de ciúme A nossa lua Traz de noite a luz do sol Um rádio traz futebol E notícia de primeira Tem a cigarra Que trouxe a filosofia De morrer de cantoria É a nossa cantadeira Um papagaio Com seu verde esperança É um cartão de lembrança Da bandeira brasileira

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