restaurar

Tristeza do Jeca

Luiz Gonzaga

Neste verso tão singelo Minha bela, meu amor Pra mecê quero contar O meu sofrer e a minha dor Eu, sou como o Sabiá Que quando canta é só tristeza Desde o galho que ele está Nesta viola Eu canto e gemo de verdade Cada toada Representa uma saudade Eu nasci naquela serra Num ranchinho a beira-chão Todo cheio de buraco Onde a lua faz clarão E, quando chega a madrugada Lá no mato a passarada Principia um barulhão Nessa viola... Lá no mato tudo é triste Desde o jeito de falar Quando eu risco na viola Dá vontade de chorar Não tem um que cante alegre Tudo vive padecendo Cantando pra se aliviar Nessa viola.... Vou parar com minha viola Já não posso mais cantar Pois o Jeca quando canta Tem vontade de chorar E o choro que vai caindo Devagar vai se sumindo Como as águas vão pro mar

comentário Deixe seu comentário

Máximo de 140 caracteres

 

Todas as informações deste site são postadas inteiramente por seus usuários e seus dados podem conter erros. O Letras exime-se de qualquer responsabilidade sobre as informações publicadas. Entre em contato conosco caso haja interesse em editar ou excluir alguma informação.

É proibida a reprodução das músicas encontradas em nosso site em quaisquer outros meios, sendo permitida somente a visualização das mesmas (Lei 9610/98). Todas as letras de músicas em nosso site são divulgadas apenas para fins educacionais e são propriedade de seus autores. All lyrics in our website are provided for educational purposes only and they are property and copyright of their owners.