Mano Lima e Farelo Lima
“Arrodeando” em baixo da luz vi uma mariposa que se deslumbrou
E um sapo velho da língua comprida já de vereda se alimentou –
Me lembrei do finado cascudo que a muito tempo se levou a “casqueira”
Uma sapa ele namorava quando “arrodiava” na luz vermelha.
Por isso amigo, eu lhe dou um conselho que é de campeiro pra você escutar
Cuide do brilho interior porque o da cidade pode te matar
Conheça bem os seus limites e na bebida não vá ultrapassar
Porque uma sapa da língua comprida pode no bucho te agasalhar.
A claridade é coisa muito linda, mas “incandeia” os bicho do mato
Deu meia volta e fez uma gambeta e foi parar na buchada de um sapo.