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O Trem

Marcos Devera

Matilhas de Loucos
E canções malditas
Vampiros a anjos em noites febris
Fingindo armaduras em andrajos sombrios
Lançando no vento poemas de sangue

E quando passa o trem por trás da noite profunda
Com sua voz triste parece nos chamar

Embarque agora antes da aurora chegar
A ultima chance de sermos nossos próprios heróis
E o destino será tão distante
Na estrada errante que a vida nos deu
Mansões de ouro e cobiça e terras que Deus esqueceu vão passar

E o fim da estrada a estrada será

O vinho barato o doce teatro
Quimeras e sombras as cores do ar
E entre os malditos havia você
Buscando meus olhos
Querendo saber

E de repente o trem por trás da noite profunda
Com sua voz triste parece nos chamar

Embarque agora antes da aurora chegar
A ultima chance de sermos nossos próprios heróis
E o destino será tão distante
Na estrada errante que a vida nos deu
Mansões de ouro e cobiça e terras que Deus esqueceu vão passar

E o fim da estrada a estrada será

O fim da estrada a estrada será






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