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Estranha Forma De Vida

Margarida Guerreiro

Estranha Forma de Vida

Poema – Amália Rodrigues
Música – Alfredo Marceneiro


Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

Coração independente
Coração que não comando
Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente

Eu não te acompanho mais
Pára, deixa de bater
Se não sabes onde vais
Pára deixa de correr
Eu não te acompanho mais








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