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Letra - Duas Vezes Escrava

Chico Buarque

A sorte, se presenteia A todos doença e fome, Para as mulheres capricha Num privilégio sem nome. Colhe miséria maior E diz à coitada: tome. É forma de escravidão A infinita pobreza, Mas duas vezes escrava É a mulher com certeza, Pois escrava de um escravo Pode haver maior dureza? Por isso aquela mocinha Fez tudo para iludir Aos outros e ao seu destino. Mas rola não é tapir E chega lá um momento Da natureza explodir. João vira joana: acontecem Dessas coisas sem preceito. No seu colo está joãozinho Mamando leite de peito. Pelo menos esse aqui De ser homem tem direito

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