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Galo Carijó

Jacó e Jacozinho

As moça de hoje em dia
Nenhuma gosta que os violeiros cante
Ela gosta é dos baile
Porque ela dança com seus amante
Os velhos gosta é de moda
Que canta desde o tempo de dante,
Ele entra no catira
E ele quer que os violeiros cante
Toma um gole de quentão
Bate o pé que nem gigante
Faz sentir pra rapaziada
Virar o facão com o cabo pra diante...

Nas festas de hoje em dia
Todas as mocinhas já sabe o jogo
Convida sua mãe pra ir
Que a velha sempre já toma um logro
Chega, arranja namorado
Já com a desculpa de arranjar sogro,
O velho fica de lado
Fica com o zóio que nem João Bobo
Se a filha for bonita
Tem medo de haver roubo
Bem vale viver casada
Pra viver com a orelha pegando fogo.

Nossa fama sempre corre
Aqui o nome dos dois Jacó
Quando eu saio em festa longe
Levo a violinha de tira-có
Quando eu entro no catira
Risco no pinho e é uma vez só,
Faço moça trocar vestido
E olhar no espelho pra passar pó
Os velhos lá da fogueira
Vem fazendo caracó
Só pra ver a rebanada
Batida de espora do carijó.

Se eu contar a minha vida
Que muita gente de mim tem dó
Já fui moço advertido
E gozei os tempos que foi melhor
Violeiro depois que casa
Pra fazer moda ainda fica pior,
Se a mulherzinha for brava
Ela chama ele só de bocó
Chama ele de galo velho
Canta em cima do paió
Já cantei em terreiro alheio
Todos correram do carijó.



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